(Português) Jovens empolgam-se em nova edição do Projeto Experimentando Ciência

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Na quarta-feira, 15 de agosto, a faculdade recebeu os alunos de  7º ano da EMEF Euclydes de Oliveira Figueiredo, por meio do projeto Experimentando Ciências. A iniciativa tem o objetivo de apresentar a Universidade para estudantes do ensino público, bem como oferecer um primeiro contato com a produção científica. Durante toda a manhã, os visitantes desenvolveram uma série de atividades, as quais foram descritas ao fim do dia excursão.

Inicialmente, os jovens participaram de uma palestra do Prof. Dr. Marcelo Jose Strazzeri Bönecker, que os deu as dimensões da Universidade de São Paulo, tal qual da Faculdade de Odontologia.  Bem informados sobre o lugar que visitavam e as possibilidades do futuro, os adolescentes foram separados em quatro grupos, cada um com seu laboratório específico, com o intuito de partirem para as práticas.

No Laboratório de Antropologia Forense, os estudantes logo ficaram admirados ao serem apresentados às tecnologias presentes em seriados americanos de investigação criminal. Lá conheceram um pouco sobre as tecnologias de reconstrução facial, e depois fizeram um molde da arcada dentária de alguns colegas, a fim de comparação com marcas de mordidas em alimentos. Para possibilitar os experimentos, ganharam maçãs, paçoca e chocolate.

Ao mesmo tempo, os pós-graduandos do Laboratório de Patologia Molecular, apresentavam as moléculas de DNA aos seus visitantes. Após a introdução teórica, os alunos colocaram a mão na massa ao extraírem o material genético de uma banana, e, consequentemente, aprenderam também sobre o detalhamento necessário em experimentos científicos. Uma das alunas da EMEF ressaltou as diferenças de resultados, às quais os estudos empíricos estão passíveis, mesmo quando realizados em condições iguais.

Enquanto isso, outra parcela recebia aulas de citologia no Departamento de Estomatologia. Consolidou-se o aprendizado, através da análise do esfregaço feito na mucosa oral, a parte de dentro da bochecha, feita em microscópios. Antes de terem acessos às lentes, porém, tiveram que passar o material recolhido nas placas, tal como aplicar os corantes, que possibilitam a visualização das células. Assim, conheceram a aparência da célula em condições normais e em situações de infecção.

Os demais foram ao Laboratório de Imagem em 3D, onde viram as minúcias da análise de exames de radiografia e tomografia. Aprenderam alguns detalhes relevantes para a interpretação das imagens, os diferentes tipos de corte, além do processo que possibilita a formação de uma representação tridimensional da estrutura óssea e dentária do paciente. Como a prática demandava dos limitados computadores, parte dos alunos tinha contato com alguns dentes do biobanco, moldes e crânios de animais, a fim de aprofundar o entendimento sobre anatomia.

Por fim, os alunos receberam um lanche e reuniram-se novamente no anfiteatro, para relatarem o aprendido durante a manhã na faculdade. A memória dos jovens impressionava, talvez talento, quiçá muito ânimo com o conteúdo inusual. Participaram, ainda, de uma aula sobre higiene com a Profa. Dra. Carina Domaneschi, que tinha ido à EMEF, uma semana antes, com o intuito de coletar amostras das mãos dos adolescentes, que se tornariam exemplos da presença de microorganismos no nosso dia a dia. Depois de defrontados com o novo, esses estudantes do ensino público podem voltar para casa com uma mentalidade diferente, decerto mais esperançosa.

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