(Português) Projeto Experimentando Ciências cativa adolescentes do Jardim Educandário

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A FOUSP recebeu 39 alunos do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ileusa Caetano da Silva, nesta quarta-feira, dia 12 de setembro de 2018. De iniciativa do Prof. Dr. Marcelo Strazzeri Bönecker, o Projeto Experimentando Ciência proporciona aos estudantes da Rede Pública de Ensino um contato importante junto à Universidade de São Paulo, à medida que permite uma visita, bem como o usufruto dos laboratórios e o anfiteatro da unidade.

Os jovens convidados demonstraram um interesse particularmente grande pelas experiências feitas, dado que os assuntos abordados instigam a curiosidade de forma evidente. Os alunos da EMEF participaram ativamente, dando espaço aos professores aprofundarem-se nos assuntos, nem tão triviais para sétimo-anistas.

O dia de descobertas começou logo cedo, às 8 da manhã. Assim que chegaram reuniram-se no Anfiteatro Myaki Issáo, para uma breve apresentação da história da USP e da FO, passando desde os tempos de Rua Três Rios, até os dias de hoje, quando se apontou os números surpreendentes da unidade e a abrangência da Universidade por todo o estado de São Paulo, tudo na voz do Professor Marcelo Bönecker. Ao fim da palestra os professores da Escola Municipal dividiram os alunos em 4 grupos, a fim de realizar as atividades experimentais.

O Laboratório de Patologia Molecular (LPM) propôs uma prática, na qual os sétimo-anistas coletariam e separariam o DNA da banana.  Os estudantes, guiados pelo Prof. Dr. Fábio Daumas Nunes e alguns de seus doutorandos como Lucyene Miguita Luiz, Robson Cordeiro dos Santos, tal como os técnicos Juvani Lago e Edna Moreira da SIlva, seguiram um protocolo, série de instruções detalhadas como uma receita de bolo, no intuito de conseguir o resultado desejado. Antes de tocar em qualquer instrumental, entretanto, os jovens receberam os Equipamentos de Proteção Pessoal (EPPs), de maneira que aprenderam a importância não só de se resguardar, como também de evitar a contaminação das amostras.

Outra turma descobriu as minúcias de radiografias e tomografias no Laboratório de Imagem em 3D (LABI-3D). Depois de apresentados às diversas categorias de exames, aprenderam as diferenças entre os cortes Axial, Coronal e Sagital, tal como a possibilidade de conseguir uma visão panorâmica a partir da junção dos diversos ângulos advindos da TC (Tomografia Computadorizada). Para mais, conheceram o conceito de hiperdenso e hipodenso, maneira de mensurar a densidade comparativamente, muito útil para diferenciar os tecidos, além dos espaços vazios presentes nos seios paranasais e na cavidade nasal.  Deste modo, surgiu a chance para destrinchar a anatomia da cabeça e da boca. Os responsáveis pelas lições foram os doutorandos Wellington Yanaguizawa, Solange Kobayashi Velasco e Ivan Onone Gialain.

Nesse ínterim, as pós-graduandas Michelle Palmieri e Catharina Simioni fizeram um estudo da citologia bucal junto aos estudantes no Núcleo de Teleodontologia. Para tanto, explicaram os pormenores da realização do esfregaço da mucosa bucal, à medida que esclareceram que a retirada do material não acarreta em nenhum dano posterior, quando se tem todo o asseio necessário. Com as amostras coletadas, os sétimo-anistas tiveram contato com os microscópios, aprendendo suas partes, manejos e ainda analisar se as células estão em situação saudável ou patológicas.

Ademais, o Laboratório de Antropologia Forense (Oflab), representado pelo doutorando Leandro Stocco Baccarin, revelou o lado da investigação criminal, também inerente à Odontologia. Os alunos conheceram a importância da disciplina por meio da ficção de um seriado americano, onde a arcada dentária do infrator solucionou um caso, assim como da história, onde em um episódio verídico, o estudo dos ossos da vítima possibilitou o reconhecimento de um crime. Além disso, assimilaram a lógica da reconstrução facial. E, por fim, aprenderam a fazer moldes em alginato, os quais possibilitam identificar pessoas através de marcas de mordida, no caso da prática em alimentos.

A qualidade dos laboratórios chamou a atenção de Mayara, mas o grande consenso entre os visitantes era a grandiosidade da USP como um todo.

Em seguida, os jovens confirmaram o ânimo que pareciam ter em notáveis seminários, nos quais resumiram o conteúdo adquirido, sem, todavia, perder qualidade. Logo depois, Gustavo Souza Galvão e Gabriela Banacu de Melo, alunos de iniciação científica da Prof. Dra. Carina Domaneschi assumiram o discurso, a fim de apresentar lições de higiene bucal e das mãos, além de fazer um alerta para a quantidade de microorganismos nocivos no ambiente.

Ao encerrar das atividades, os alunos saíram com o certificado de experimentar ciências. Fora um questionário, oportunidade para revisitar o conhecimento obtido, e contrapartida para uma pesquisa da Faculdade que tem como objetivo analisar as expectativas dos estudantes antes e depois de conhecerem a USP.

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