Estudantes da EMEF Desembargador Amorim Lima desbravam a FOUSP

A FOUSP recebeu 38 alunos do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima, destacada por sua abordagem educacional diferenciada, nesta quarta-feira, dia 26 de setembro de 2018. De iniciativa do Prof. Dr. Marcelo José Strazzeri Bönecker, o Projeto Experimentando Ciência proporciona aos estudantes da Rede Pública de Ensino um contato importante junto à Universidade de São Paulo, à medida que permite uma visita, bem como a fruição dos laboratórios e o anfiteatro da unidade.

Os estudantes, chegaram pela manhã, onde se reuniram no Anfiteatro Myaki Issáo, com o intuito de ouvir a explicação do coordenador do projeto a respeito das atividades que fariam ao longo do dia. O docente também os elucidou sobre a profissão do Cirurgião-Dentista, contou-lhes um pouco da história da USP e enumerou algumas das oportunidades que ela pode oferecer. Ao fim da palestra, os professores da Escola Municipal dividiram os alunos em 4 grupos, a fim de realizar as atividades experimentais.

Uma das turmas foi ao Laboratório de Imagem em 3D, e lá viram as minúcias da análise de exames de radiografia e tomografia. Aprenderam alguns detalhes relevantes à interpretação das imagens, os diferentes tipos de corte, além do processo que possibilita a formação de uma representação tridimensional da estrutura óssea e dentária do paciente. Como a prática demandava dos limitados computadores, parte dos alunos tinha contato com alguns dentes do biobanco, moldes e crânios de animais, a fim de aprofundar o entendimento sobre anatomia. Os responsáveis pelas lições foram os doutorandos Wellington Yanaguizawa, Solange Kobayashi Velasco e Ivan Onone Gialain

Nesse ínterim, as pós-graduandas Michelle Palmieri e Catharina Simioni fizeram um estudo da citologia bucal junto aos estudantes no Núcleo de Teleodontologia. Para tanto, explicaram os pormenores da realização do esfregaço da mucosa bucal, à medida que esclareceram que a retirada do material não acarreta em nenhum dano posterior, quando se tem todo o asseio necessário. Enquanto esperavam a coloração das amostras, o doutorando João Pedro Perez Gomes comentava sobre as biópsias feitas ao lado. Pigmentação feita, os sétimo-anistas tiveram contato com os microscópios, aprendendo suas partes, manejos e ainda analisar se as células estão em situação saudável ou patológicas.

No Laboratório de Antropologia Forense, os alunos logo ficaram admirados ao serem apresentados às tecnologias presentes em seriados americanos de investigação criminal.  Lá conheceram um pouco sobre as tecnologias de reconstrução facial, a partir dos ensinamentos da graduanda e membro da LAOF (Liga de Antropologia e Odontologia Forense), Thayane Natália de Arruda. E depois, fizeram um molde da arcada dentária de alguns colegas, a fim de comparação com marcas de mordidas em alimentos, método comum às perícias. Para possibilitar os experimentos, ganharam maçãs e chocolate.

Já o LPM (Laboratório de Patologia Molecular) propôs uma prática, na qual os sétimo-anistas coletariam e separariam o DNA da banana.  Os estudantes, guiados pelo Prof. Dr. Fábio Daumas Nunes e alguns de seus doutorandos como Lucyene Miguita Luiz, Robson Cordeiro dos Santos, tal como os técnicos Juvani Lago e Edna Moreira da SIlva, seguiram um protocolo, série de instruções detalhadas como uma receita de bolo, no intuito de conseguir o resultado desejado. Antes de tocar em qualquer instrumental, entretanto, os jovens receberam os Equipamentos de Proteção Pessoal (EPPs), de maneira que aprenderam a importância não só de se resguardar, como também de evitar a contaminação das amostras. E, por fim, coraram as moléculas de maneira a entender o funcionamento de uma lâmina.

Em seguida, os jovens, com ajuda dos professores, mostraram o importante aprendizado de hoje em seminários, nos quais sintetizaram o conteúdo, sem perder qualidade, entretanto. Logo depois, Gustavo Souza Galvão e Gabriela Banacu de Melo, alunos de iniciação científica da Prof. Dra. Carina Domaneschi assumiram o discurso, a fim de apresentar lições de higiene bucal e das mãos, além de fazer um alerta à quantidade de microorganismos nocivos no ambiente.

Os alunos da EMEF Desembargador Amorim Lima, quase vizinha da USP, partiram com esperança de retornos futuros, visto que continuar a viver esse espaço, talvez ainda mais a fundo, pareceu chamá-los a atenção.

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