Pró-Reitor de Graduação participa do Seminário sobre Simulação Clínica Realística

Na quarta-feira, 26 de Setembro de 2018, no Auditório Myaki Issáo foi realizado o Seminário sobre Simulação Clínica Realística, organizado pelo Prof. Dr. Oswaldo Crivello Júnior, que contou com a presença do Pró-Reitor de Graduação, Prof. Dr. Edmund Chaba Baracat.

Além dele, estavam presentes o diretor Prof. Dr. Rodney Garcia Rocha, o Professor Titular do Departamento de Cirurgia, Prof. Dr. Reinaldo Brito e Dias, o Prof. Dr. Luiz Silveira Menna Barreto, o Prof. Dr. Eduardo Vieira da Motta e o Dr. Thomaz Bittencourt Couto, responsáveis por esmiuçar o método como novo paradigma educacional.

O anfitrião do evento iniciou agradecendo a iniciativa de todos os participantes da estruturação do simpósio, dos funcionários aos convidados, seguido do discurso do Diretor, que exaltou a excelente oportunidade de aprendizado. Já o Pró-Reitor, discursou sobre a importância da preparação antes da experiência clínica, elogiando seu sucessor na gestão do Laboratório de Habilidades na Faculdade de Medicina da USP, o Prof. Dr. Eduardo Motta. Em sua fala, o Prof. Dr. Reynaldo comentou dos trâmites passados no Departamento de Cirurgia.

Subiu, então, à tribuna o Prof. Dr. Menna Barreto, antigo conhecido dos docentes da FO por suas aulas de citologia no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Agora na EACH (Escola de Artes e Ciências Humanas), foi de sua responsabilidade elucidar as metodologias mais ativas de ensino, nas quais a observação do comportamento dos alunos é peça chave.

Comentou a fundo uma experiência com Paulo Freire, à época Secretário da Educação da Cidade de São Paulo. Ao encontrá-lo, em um diálogo inesperado, o pedagogo abaixou a cabeça a fim de ouví-lo. Contou-lhe, pois, sobre seu trabalho a respeito do sono em sala de aula. Em resposta, o educador fez uma autocrítica, lembrando de sua falta de compreensão para com as filhas, quando exilado no Chile. Isto posto, deu a entender a necessidade de se fugir de estanques, propiciando, assim, um melhor desempenho dos estudantes.

A audiência, com a mente já bem aberta, recebeu o Prof. Dr. Eduardo Motta, no intuito de ouvir sobre simulação e habilidades em educação na saúde. O docente relatou sua experiência na Faculdade de Medicina, onde o laboratório do campo já completa 12 anos. Defendeu a prática sustentado na redução do erro sistêmico. Resgatou o próprio passado onde, segundo ele, barbaridades aconteciam, uma vez que o estudante ia à clínica sem o devido preparo.

Relatou, à vista disso, a experiência dos alunos na FMUSP após a reforma curricular implementada em 2015. Os alicerces pedagógicos tornaram-se a execução, muitas vezes simulações, e a pró-atividade do próprio aluno, incumbido de chegar preparado se quiser acompanhar as dinâmicas com eficiência.

Após uma pausa, o Dr. Thomaz Bittencourt, presidente da Associação Brasileira de Simulação na Saúde (Abrassim), assumiu o microfone. Apresentou várias modos de se realizar o método para inúmeras finalidades, amparado em sua experiência em um grande hospital, tal como por evidências científicas. As possibilidades vão além da graduação, dado que profissionais podem fazer atualizações através do treino virtual.

Trouxe, também, vídeos e exemplos de algumas de suas simulações, com o objetivo de mostrar que a alta fidelidade não está, necessariamente, relacionada à alta tecnologia. O uso de um ator encaixa-se muito bem em um exercício comunicacional em saúde. E, em outros casos, a baixa fidedignidade da experiência, não é tão grave. Estudantes do primeiro ano, ao treinar a aplicação de anestesia intramuscular em uma laranja, têm uma experiência satisfatória. Logo, evidenciou a adaptabilidade da prática educacional.

Ao fim de cada palestra, os presentes à aula aberta intervieram com dúvidas pertinentes, visto que espera-se implementar a simulação em suas respectivas instituições. O debate, portanto, foi sólido. Concluso, o Professores Crivello e Mayne, juntamente com outros docentes da FO pediram auxílio dos dois últimos palestrantes para a possibilidade de montar um laboratório de simulação da unidade.

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