Docentes e Pós-Graduandos atentam-se às novas linhas pedagógicas

A Profa. Dra. Edlaine Faria de Moura Villela, docente da Faculdade de Medicina da UFJ (Regional de Jataí da Universidade Federal de Goiás), visitou a FO a fim de ministrar aula aberta sobre Metodologias ativas e tecnologias educacionais interativas aplicadas no processo de ensino-aprendizagem na graduação em saúde, a convite da Profa. Dra. Ana Estela Haddad, nesta quinta-feira, 27 de setembro de 2018. Focada nos alunos de pós-graduação, a exposição concentrou-se nas formas de ensino, discussão muito frequente, mesmo nas áreas voltadas à saúde.

A professora, formada em biologia, pedagogia e ciências da informação, defendeu durante a preleção a efetividade, acima de qualquer método, apontando o aluno como a engrenagem central da educação. À vista disso, o docente deve, atento à sua sala de aula, encontrar o equilíbrio entre o tradicional e o ativo, com intuito de atingir os discentes.

Sentados às carteiras, estavam professores e estudantes de pós-graduação, querendo compartilhar um pouco do conhecimento da Dra. Edlaine sobre didática. Antes de lecionar, a visitante pediu uma apresentação de seu alunado. Entre os pós-graduandos haviam pessoas de todo o Brasil, além dos intercambistas; tema da primeira discussão, sobre integração e diversidade na Academia.

Ao começar, a lição, os participantes tiveram que rearrumar suas carteiras em círculos, dividindo-se em grupos, com o objetivo de construir barcos de papel. Aparentemente simples, não?

Havia, porém, uma série de regras que ditavam a graça da brincadeira. Durante os três primeiros minutos não podiam se falar através de palavras, somente gestos. Passado esse período, decidia-se um líder, o único que poderia conversar. Depois de mais um tempo, todos podiam palavrear, embora o prazo fosse apertado. Assim que acabado, cada responsável deveria ir à frente expor seu barquinho. Curioso ver os diferentes resultados, tal como as variadas experiências. A moral é: a comunicação pode ser um tanto difícil e vai bem além dos vocábulos.

Com a apresentação, de fato, iniciada a Prof. Dra. Ana Estela, juntamente ao Prof. Dr. Marcelo Bönecker, indagaram à Dra. Edlaine sobre o sistema de ensino adotado na UFJ. A resposta foi a seguinte: “Não adotamos o PBL (Problem-Based Learning, método no qual o aluno aprende quando sujeito a um problema de solução geral), temos diretrizes e módulos a serem seguidos, onde o docente tem certa liberdade de se adaptar.”

Ela, todavia, complementa que ainda existem problemas, até porque há docentes que não se adaptam, bem como não se preparam para aplicar uma aula que fuja do tradicional, tendo efeitos negativos sobre os alunos.

Isto posto, reafirmou que uma abordagem convencional, quando bem feita, não só é muito efetiva, como há estudantes que a preferem. Os eixos norteadores da Medicina da UFJ, o importante segundo ela, são a saúde coletiva, a gestão em saúde e a comunicação em saúde.

A aula continuou discorrendo sobre as diferentes metodologias ativas, sempre aberta a dúvidas e comentários dos estudantes sobre o exposto. A troca de experiências dentro de sala, nos dois lados da relação aluno-professor, mostrou-se rica. A aula de alto nível, em vários momentos, era uma discussão em pés de igualdade e de alta qualidade; mostrando que os professores, e futuros docentes ali presentes estão muito abertos às novas ideias.

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