(Português) Parestesia: quais as opções de tratamento que estão sendo estudadas

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Muitos são os riscos que um paciente pode enfrentar ao passar por um procedimento cirúrgico. Apesar de ser mais frequente na medicina, algumas alterações podem ocorrer na odontologia após um procedimento terapêutico.

Uma possível enfermidade pós-cirúrgica inferior é a parestesia. São relatados na literatura e no atendimento clínico, sintomas particulares dessa condição: dificuldade nas sensibilidades de calor, frio, vibração, dor e ao toque. O paciente fica suscetível a alterações em seu cotidiano, podendo sentir formigamento e choques constantes, acabar mordendo língua e bochecha durante os movimentos de fala ou mastigação, queimar-se com alimentos muito quentes e até acabar cuspindo quando fala.

Como consequência, pode acabar tendo uma diminuição de sua autoestima e qualidade de vida. Atualmente,  existem diversos tratamentos que visam melhorar essa alteração neurossensorial. Considerando os diferentes tratamentos disponíveis no mercado, a Mestranda Karolyne Dias Carvalho Moschella de Oliveira desenvolveu, em conjunto a colaboradores, uma pesquisa clínica avaliando a eficácia de técnicas de tratamentos se compará-las entre si, sobre a orientação da Profa. Dr. Patrícia Freitas, do Departamento de Dentística.

O trabalho clínico reuniu cerca de 60 pessoas. Após a seleção, os voluntários passaram por uma avaliação e divisão aleatória em três grupos de tratamento: laserterapia, medicação sistêmica com Etna (medicamento) e laseracupuntura. “Cada um pode apresentar características vantajosas para as diferentes necessidades dos pacientes”, afirma Karolyne.

O grupo da medicação sistêmica foi tratado com Etna via oral. Os voluntários foram avaliados antes, após a terapia e decorridos 30 dias do final da medicação. O tratamento consistia na ingestão de 1 cápsula a cada 8 horas por 30 dias, no qual o paciente poderia fazer em casa. No grupo da laserterapia o paciente comparecia duas vezes por semana no L

ELO, Laboratório Especial de Laser em Odontologia, para sessões de aproximadamente 17 minutos de irradiação da luz laser por 20 dias. A cada dez sessões de terapia o voluntário era reavaliado.

O terceiro grupo, tratado com laseracupuntura, tinha algumas similaridades. O processo também era feito no LELO e consistia em duas sessões por semana durante 20 dias e avaliações a cada 10 consultas. A diferença estava nos locais em que o laser era aplicado e na duração das sessões, que perduravam em média por quatro minutos. No total, os pacientes que passaram pelos tratamentos com laser foram submetidos a 20 sessões de terapia. Esse tipo de terapia pode ser uma alternativa para pacientes que não podem tomar medicação. “Sabemos que pacientes com comprometimento hepático, ou que já tomam remédios em excesso necessitam de técnicas menos invasivas”, explica Karolyne.

Ao final do processo, 60 pacientes haviam concluído por completo o tratamento. Eles foram analisados e submetidos a testes de temperatura, gustação, vibração, sensibilidade, dor, pressão e tato.

A análise concluiu que todos os voluntários tiveram uma melhora significativa da parestesia quando comparados ao seu quadro inicial. Todas as técnicas de tratamento estudadas foram benéficas e apresentando resultados semelhantes entre si. Foram apontadas algumas observações. Pacientes que apresentavam parestesia a mais de dois anos não obtiveram melhora tão eficaz quanto pacientes que começaram o tratamento logo no início. “Na regeneração temos formação de células iguais ao do tecido perdido. Na cicatrização, temos a deposição de tecido conjuntivo fibroso. Nesses casos, o nervo pode já ter cicatrizado ou ter tido uma regeneração parcial somada a cicatrização”.

É importante que o dentista informe ao paciente sobre a possibilidade de parestesia, quando for realizada uma cirurgia próxima a região de terceiros molares inferiores, bem como a aplicação de um tratamento imediato logo que o paciente relate os sintomas.

Texto por Gabrielle Torquato

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