(Português) Projeto 32 – Docente da FOUSP realiza atendimentos na Amazônia

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A excelência no ensino na FOUSP e seu comprometimento com a pesquisa são uma das marcas que fazem com que além de conhecida, a unidade se torne disputada entre os ingressantes.

Entretanto, para o Prof. Dr. Manoel Eduardo de Lima Machado, docente do departamento de Dentística, é perceptível um grande afastamento entre o conhecimento obtido na universidade e a população. Segundo ele, o alto custo do tratamento é um dos motivos cruciais que implicam na inacessibilidade do consultório odontológico. “Hoje é usual um cirurgião-dentista com poucos pacientes e um alto índice da população sem acesso ao tratamento”, explica Prof. Machado.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em levantamento realizado em 2018, cerca de 11% da população brasileira nunca pisou em um consultório odontológico na vida, entre eles 2,5 milhões adolescentes. A pesquisa também relatou que apenas 15% da população total realiza um cuidado com a saúde bucal regularmente.

Em busca de amenizar o problema, o docente desenvolveu uma série de pesquisas em busca de maneiras de aprimorar o custo benefício. O intuito era criar novos protocolos que resultassem em um tratamento mais fácil e ágil, sem de maneira alguma negociar a qualidade do resultado final. “Todas as variáveis, recursos e técnicas incorporadas visavam um resultado igual ou melhor”. Ao final das pesquisas, nascia o Projeto 32, com uma mensagem importante e que precisava impactar o público em questão. Com base nesta ideia, o Prof. Machado em conjunto com mais 12 profissionais se dispuseram a realizar uma viagem até a Amazônia para comprovar que os novos protocolos poderiam ser realizados em todos os lugares. “Queríamos demonstrar a praticidade da técnica e a capacidade de executar estes procedimentos com extrema qualidade em situações adversas. Afinal, se é possível fazer na Amazônia, porque não seria em um consultório odontológico”, exemplifica o docente.

A primeira viagem atendeu tribos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas. A jornada durou horas e envolveu uma locomoção por avião, carro e barco. Os locais onde eram os atendimentos variavam em estrutura e localização. O Prof. Machado relata trabalhar desde postos de saúde a barcos de pesca. Os tratamentos realizados incluíam restaurações, endodontia e até pequenas cirurgias.

O projeto desenvolveu protocolos e equipamentos que poderiam se adequar em várias situações. “Usamos raio-x digital, ultrassom, instrumentos reciprocantes, obturação cones únicos quando possível e na sequência a restauração do dente com pino de fibra”, relata. A meta é continuar desenvolvendo novas técnicas e instrumentos.

Em consequências dos resultados obtidos na Amazônia. Em 2018, o Projeto 32 realizou seu primeiro atendimento em solos paulistanos. Em conjunto com a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, foi desenvolvido o “Natal sem dor”. A ação visava atender moradores de abrigos e na época chegou a realizar cerca de 120 restaurações e 100 endodontias em apenas um dia. 

Em 2019, o professor trabalha para realizar uma ação semelhante na USP. Seu objetivo é integrar ainda mais os estudantes da FOUSP. Segundo ele, parte da missão do projeto também consiste em desenvolver o ensino dos alunos de graduação e prepará-los para as diferentes situações que eles poderão encontrar.

“O Projeto 32 tem como missão o desenvolvimento do ensino, mas também tem um viés científico. Ele tem como objetivo prático criar novos protocolos com melhores relações custo benefício que quando aplicadas por clínicos e especialistas podem não só aprimorar e melhorar o desempenho do cirurgião-dentista, como também possibilitar um maior acesso social”, finaliza Prof. Dr. Manoel Eduardo de Lima Machado.

Dentro do relatório de atividades, foram realizadas 71 endodontias, 68 restaurações com pinos de fibra, resina e 10 próteses ficas com o CEREC.

 

Texto por Gabrielle Torquato

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