(Português) Pesquisa visa nova alternativa de tratamento para sorriso gengival

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Sorriso gengival é uma condição que pode ser definida como um estado no qual a linha do sorriso se move em direção superior, acima da coroa dos dentes anteriores do arco dentário superior. Tecnicamente não apresenta qualquer prejuízo significativo para a alimentação ou qualidade de vida, mas costuma ser razão de grande incômodo para alguns pacientes, devido a questão estética. 

A condição afeta 10% da população mundial entre 20 e 30 anos de idade, acometendo mais mulheres que homens, em uma proporção de dois para um. Atualmente, existem diversos métodos para a correção do problema, e devido à natureza multifatorial e às diversas estruturas anatômicas envolvidas na manifestação do sorriso, muitos procedimentos têm sido adotados para tratamento e correção da exposição excessiva da gengiva durante o sorriso, podendo ser cirúrgicos ou não.

Métodos Cirúrgicos

Um dos métodos de correção do sorriso gengival mais comumente realizado e muito popular entre os famosos, é a gengivoplastia. Ela se consiste no “recorte” da parte da gengiva que recobre o início da coroa dos dentes. A ideia é aumentar a parte visível do esmalte, devolvendo a harmonia entre dentes pequenos e grandes.

Outro procedimento eficaz é a aplicação de botox. O intuito é diminuir a ação dos músculos responsáveis pela elevação do lábio, diminuindo a quantidade de gengiva mostrada durante o sorriso espontâneo. Vale ressaltar que a ação da toxina botulínica é passageira e o paciente precisa realizar novas aplicações em intervalos de 6 ou 8 meses.

A cirurgia ortognática também pode ser uma alternativa. A técnica é mais complexa e é usada para tratar casos, nos quais o sorriso gengival é causado pelo excesso de crescimento da maxila no sentido vertical. Nestes casos, devido ao fator etiológico ser de origem esquelética, há outras repercussões nas figuras faciais que demandam a intervenção cirúrgica. Pacientes que necessitam deste procedimento, geralmente apresentam desvios funcionais que afetam a mastigação, deglutição, fala e respiração.

Método não cirúrgico

Visando estudar uma maneira menos invasiva de resolver o problema, o Prof. Dr. José Rino Neto, docente da disciplina de Ortodontiaq, iniciou uma pesquisa para a correção ortodôntica

do excesso vertical da maxila com mini-implantes, por meio da aplicação de forças intrusivas nos dentes do arco dentário superior. “Oferecer um sorriso esteticamente agradável aos pacientes é elemento crucial no trabalho de um cirurgião dentista, e em especial dos ortodontistas, que trabalham com o impacto significativo na harmonia da face”, explica Prof. Dr. Rino.

A pesquisa visa comprovar a eficácia e criar um novo protocolo de tratamento. A ideia é que os mini-implantes sirvam como base de apoio para movimentar a arcada dentária e assim diminuir a exposição excessiva da gengiva.

O grupo amostral selecionado para participar deste processo terapêutico abrangeu homens e mulheres em idade adulta com de excesso vertical da maxila e consequente sorriso gengival. Não puderam se juntar ao grupo pessoas selecionadas, aquelas que apresentavam outras deformidades na face e que necessitavam de cirurgia ortognática.

O primeiro passo foi analisar o tipo de sorriso do paciente para mensurar a quantidade de gengiva que era exposta pelo paciente. Após a fase de coleta das informações ortodônticas de cada um dos pacientes, os aparelhos fixos serão instalados e após o alinhamento dos dentes será iniciado o procedimento de intrusão total dos dentes superiores apoiados nos mini-implantes.

O resultado esperado com esta pesquisa é do sucesso da intrusão da maxila, pois na literatura mundial há apenas relatos descritos como casos clínicos isolados. Porém, esta pesquisa inédita tem como intuito estudar a correção do sorriso gengival por meio da intrusão ortodôntica total da maxila apoiada em mini-implantes, avaliando e mensurando as alterações locais e regionais nos ossos adjacentes e na face como um todo, assim como a morfologia radicular dos dentes envolvidos no processo.

 

Texto por Gabrielle Torquato

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