(Português) Estudo visa descobrir o melhor quimioterápico para o tratamento do Carcinoma Mucoepidermoide

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Um dos tumores malignos mais comuns em glândulas salivares é o Carcinoma Mucoepidermoide que representa de 2% a 6% dos casos de câncer de cabeça e pescoço e 30% de todos os tumores malignos em glândula salivar. Apesar de ser raro, detém a atenção dos pesquisadores devido ao seu caráter agressivo e a possibilidade de realizar metástase, momento em que as células-tronco tumorais migram para outras áreas do organismo.

Linhagens celulares de carcinoma Mucoepidermoide

Em meio a isso, a pós-doutoranda Lucyene Miguita Luiz iniciou um estudo a fim de analisar quimioterápicos eficazes no tratamento deste tipo de tumor glandular. Orientada pelo Prof. Dr. Fabio Daumas Nunes, a pós-doutoranda analisou cerca de 133 medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA). Dentre eles, quimioterápicos e antibióticos já utilizados no tratamento de outros tipos de câncer.

A vantagem deste estudo é, através da análise de medicamentos já aprovados para uso em humanos, verificar a eficácia concomitante para o tratamento de novas doenças, no caso o carcinoma Mucoepidermoide, reduzindo o custo com pesquisa, visto que já se sabe boa parte de efeitos colaterais e de toxicidade que estes medicamentos podem causar, assim como sua segurança no uso em humanos.

Após primeira análise, foi possível identificar oito promissores quimioterápicos. O objetivo é que o medicamento seja capaz de eliminar também as células-tronco tumorais. Tarefa essa, que se tornou o grande desafio dos pesquisadores ao longo dos anos, uma vez que estas células apresentam grande resistência ao tratamento.

Esse tipo celular é reconhecido pela facilidade em repor as células tumorais que foram eliminadas por tratamentos convencionais. Ademais, o novo tumor se torna resistente ao medicamento, podendo inclusive, migrar para outros órgãos. Processo conhecido como metástase. “A busca de um quimioterápico eficaz, capaz de eliminar este tumor de glândula salivar e juntamente afetar as células-tronco tumorais ainda é desconhecido na literatura” acrescenta Lucyene.

Para essa nova fase do estudo, a pós-doutoranda tem contado com a ajuda de dois alunos de doutorado: Emília Maria Gomes Aguiar e Guilherme Trafani Sanches; alunas de iniciação científica: Daniele Maria Heguedush e Fernanda Aparecida da Cruz; e pré-iniciação científica Julia Coelho de Souza. “O legal deste projeto é que ele engloba todas as esferas dos níveis acadêmicos. São vários experimentos, é muito trabalhoso, então qualquer ajuda é bem-vinda”, conta Lucyene.

A aluna da pré-iniciação científica também é conhecida por ser parte dos Cientistas Mirins. Após sua participação no projeto Experimentando Ciência, a aluna esta tendo a chance de ter uma vivência completa em laboratório. “A extração do DNA da banana no projeto foi apenas o começo. A ideia agora é que ela entenda como é feita a análise do DNA de células tumorais, aplicadas em laboratório, utilizando técnicas científicas e relacionadas a um estudo sério”, compartilha Lucyene.

Atualmente o estudo ainda está sendo desenvolvido in vitro, mas a doutoranda já sonda maneiras de realizá-lo in vivo. Uma proposta ainda em período de análise é substituir o uso de camundongos por ovos de galinha.

Estudos científicos em ovos já são velhos conhecidos do cientistas. A técnica se iniciou em meados dos anos 20, quando pesquisas em animais ainda não eram realizadas. Apesar da eficácia, um dos fatores que levaram ao abandono do método foi a falta de leis de proteção e ética na época.

Aos poucos a técnica vem se consolidando novamente, podendo ser um começo para o uso reduzido de animais em laboratório. Um diferencial positivo, é que segundo a Fundação Nacional do Meio Ambiente (FUNAMA), os embriões utilizados em experimentos não precisam ser sacrificados. Seu nascimento e crescimento são permitidos até a fase adulta, e seus ovos podem ser usados em outros testes.

Skip to content