(Português) FOUSP na midia: Cape da Faculdade de Odontologia completa três décadas de atendimento

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

O Centro de Atendimento a Pacientes Especiais oferece atendimento odontológico diferenciado

Por  – Editorias: Institucional – URL Curta: jornal.usp.br/?p=267716
[A partir da esquerda] Giuseppe Alexandre Romito, Rodney Garcia Rocha, Vahan Agopyan, Ney Soares de Araújo e Marina Gallottini – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Na tarde do dia 21 de agosto, uma cerimônia com a presença do reitor Vahan Agopyan marcou as comemorações pelos 30 anos do Centro de Atendimento a Pacientes Especiais (Cape), da Faculdade de Odontologia (FO).O Cape foi criado em julho de 1989, por iniciativa dos professores Ney Soares de Araújo e Myaki Issao – na época, respectivamente, vice-diretor e diretor da Faculdade de Odontologia –, para prestar atendimento ambulatorial a pacientes portadores de doenças infectocontagiosas, pacientes com distúrbios neuropsicomotores e portadores de doenças sistêmicas crônicas.

“Na década de 1980, o mundo viveu a epidemia de Aids e um dos problemas, na época, era que profissionais da área de saúde se negavam a atender os pacientes contaminados. Nós tínhamos que fazer algo por eles: ou isolávamos esses pacientes ou encontrávamos uma maneira de oferecer o tratamento”, lembrou o Professor Emérito da Faculdade, Ney Soares de Araújo, um dos idealizadores do centro.

O atual diretor da FO, Rodney Garcia Rocha, acrescentou que “o Cape nasceu por uma necessidade de assistência odontológica a pacientes com doenças infectocontagiosas, mas se tornou algo muito mais abrangente. É uma referência nacional e internacional, um dos braços fortes da Faculdade que, tenho certeza, continuará ainda por muitos anos”.

Integração com a sociedade

O reitor Vahan Agopyan fez questão de registrar sua satisfação com o trabalho desenvolvido no centro e explicou que “o Cape é um modelo de integração com a sociedade e reflete a posição de uma universidade moderna. Ele não é apenas um prestador de serviço, ele desenvolve atividades de ensino e pesquisa e faz com que nossos alunos e docentes compreendam as necessidades da população, ao mesmo tempo em que mostra para a sociedade o que fazemos”.

“Há atualmente, em todo o mundo, um movimento de crítica às universidades causado principalmente pelo desconhecimento. Os nossos líderes, os nossos administradores, os nossos políticos desconhecem o que faz uma universidade e, por isso, temos o desafio de estarmos cada vez mais próximos da sociedade para que ela entenda a nossa função. O desenvolvimento de um país só se dá por meio do ensino sólido, tanto básico quanto superior. A educação é uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável e eficiente e nós temos a obrigação de mostrar isso para a sociedade”, defendeu Agopyan.

Assista ao vídeo Cape 30 anos:

Atendimento de qualidade

Vinculado à Disciplina de Patologia Bucal, do Departamento de Estomatologia da FO, o Cape realiza aproximadamente mil atendimentos por mês, nas especialidades de dentística, periodontia, endodontia, semiologia, cirurgia, prótese e ortodontia.

A coordenadora do centro, Marina Helena Cury Gallottini, destacou que nesses 30 anos – além dos 12 mil pacientes que receberam tratamento e continuam sendo acompanhados –, 1.621 dentistas participaram do Programa de Atualização do Cape e cerca de 900 alunos de graduação cursaram a disciplina optativa oferecida.

“De uma forma muito natural, o Cape harmoniza o atendimento com a pesquisa científica e o ensino. Nossas pesquisas têm o caráter transdisciplinar e aplicação direta nas necessidades da população. Nosso trabalho já resultou em cerca de 300 artigos científicos, quase 100 trabalhos de finalização de especialização, muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado”, afirmou Marina.

Para o chefe do Departamento de Estomatologia, Giuseppe Alexandre Romito, “o Cape é resultado do comprometimento e do engajamento de professores que entenderam as necessidades de uma parcela da população e trabalharam para que uma ideia virasse um projeto, e o projeto virasse uma realidade. Docentes comprometidos e engajados são o motivo de sucesso não só do Cape, mas da própria USP. Independente das dificuldades e meandros burocráticos que o sistema público nos impõe, das limitações orçamentárias e, por vezes, da descrença dos próprios pares, são esses profissionais determinados que trabalham para concretizar aquilo em que acreditam”.

A coordenadora do Cape, Marina Helena Cury Gallottini, falou sobre a história e as atividades desenvolvidas pelo Centro – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem
Skip to content