(Português) USP contra a covid-19: conheça as várias ações da USP para ajudar no combate

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Diante da pandemia de coronavírus, pesquisadores das várias áreas do conhecimento na Universidade de São Paulo sentiram-se desafiados a direcionar suas linhas de pesquisa para novas investigações com o objetivo de auxiliar a sociedade a conter o avanço da doença. Conheça os caminhos das novas pesquisas da USP

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Confira no final da página as siglas das unidades da USP citadas nos textos

Para o financiamento de pesquisas e ações da Universidade no enfrentamento da pandemia da covid-19, a USP lançou o programa USP Vida. Ele é voltado a pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse em doar recursos diretamente para as pesquisas desenvolvidas pela instituição ou direcionar sua doação para um fundo único, para que os recursos sejam aplicados na pesquisa mais avançada no momento. As doações podem ser feitas aqui por meio de depósito em conta corrente, transferência bancária ou pagamento em cartão de crédito. Os recursos arrecadados serão administrados por um Comitê Gestor de Cientistas, coordenado pelo pró-reitor de Pesquisa da USP.

Respiradores artificiais:
uma emergência mundial

Aparelho fundamental para ser usado em caso de deficiência respiratória, o respirador artificial ou ventilador mecânico representa uma das maiores demandas na pandemia de coronavírus. Nos casos mais graves de infecção pela covid-19, os respiradores mantêm a oxigenação dos pulmões e salvam vidas. De olho na sobrecarga de internações que pode ocorrer no  sistema de saúde, a USP se mobilizou para criar formas de fabricar ventiladores mecânicos mais rapidamente e com custo mais baixo.

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Pesquisas da Escola Politécnica da USP se destacam com três projetos de ventiladores pulmonares de baixo custo, todos pensados para serem fabricados de forma rápida e projetados com peças simples, que podem ser adquiridas no País. O objetivo é abastecer em tempo recorde a demanda no pico da epidemia caso os fabricantes nacionais não consigam atender aos pedidos de respiradores. O Projeto Inspire!, por exemplo, permite produzir o equipamento em até duas horas com valor em torno de R$ 1 mil.

Em São Carlos, outros dois projetos foram desenvolvidos. Na Escola de Engenharia (EESC), um pesquisador desenvolveu um ventilador pulmonar com tubos de PVC, peças fabricadas com impressão 3D, injeção de plástico ou MDF (tipo de madeira) e ainda com válvulas para regulagem de pressão através de colunas de água. No Instituto de Física (IFSC), Vanderlei Bagnato coordenou a montagem de um respirador simplificado com misturador e ciclos controláveis.

Vídeo sobre o projeto Inspire!, da Poli USP

Outros estudos sobre respiradores procuram melhorar a avaliação, a manutenção e o compartilhamento dos aparelhos:

– Módulo de baixo custo para avaliação de ventiladores mecânicos (FFCLRP)

– Manutenção corretiva emergencial de ventiladores pulmonares (Poli)

– Compartilhamento de ventilador pulmonar entre pacientes (Poli)

Diagnósticos: desafio
em várias frentes

Como a covid-19 tem uma expressão clínica muito ampla, variando desde um resfriado comum até um quadro pulmonar severo com insuficiência respiratória aguda, a criação de diagnósticos, marcadores e escalas de avaliação torna-se um desafio importante para as várias áreas de pesquisa.

São muitas as frentes de estudo na USP: a criação de testes rápidos para detectar a presença do vírus, a definição sobre a existência de transmissão vertical do vírus pela gravidez e até indicadores que detectam uma insuficiência respiratória antes dela acontecer. Confira as iniciativas que estão em andamento:

Na área de diagnósticos, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC FMUSP) concentra vários estudos. O HC é um dos polos de atendimento à covid-19 em São Paulo e, com isso, representa um laboratório em movimento para várias pesquisas:

– avaliação das alterações de olfato e gustação nos pacientes diagnosticados com o coronavírus (há indícios de que essas alterações podem acontecer como sintoma único ou ainda inicial em pacientes com quadros clínicos de severidade variada)

– criação de marcadores de gravidade nos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (seria possível prever a necessidade de internação hospitalar ou em unidade de terapia intensiva)

– investigação sobre a presença do coronavírus em outros materiais biológicos que não sejam o sangue (em saliva, urina, sangue e fezes) durante a fase aguda e de convalescença da infecção

– elaboração de testes sorológicos de detecção de anticorpos IgG anti-SARS- CoV2 (covid-19), que permitiriam a testagem de um grande número de amostras, de forma simultânea e a baixo custo

– avaliação das consequências da covid-19 na gravidez e investigação sobre a transmissão vertical (análise de materiais biológicos coletados na ocasião do parto)

– estudo sobre a covid-19 em pacientes imunodeprimidos (com câncer, transplantados e com doença reumatológica) que estão sendo acompanhados no Hospital das Clínicas

– diagnóstico rápido e de baixo custo por metabolômica e agregação plaquetária para adoção de medidas de controle da transmissibilidade (em parceria com a Unicamp)

Outras pesquisas sobre diagnóstico acontecem na Plataforma Científica Pasteur-USP, que reúne no campus de São Paulo laboratórios de alta segurança, voltados à pesquisa de agentes infecciosos emergentes que representem uma ameaça à saúde pública:

– comparação direta da sensibilidade e especificidade de diferentes ensaios moleculares de diagnósticos para SARS-CoV-2

– apoio diagnóstico aos profissionais da saúde do Hospital Universitário da USP e Hospital das Clínicas (considerados de alto risco para infecção)

– análise da presença e cinética viral em diferentes amostras clínicas obtidas de indivíduos infectados assintomáticos e sintomáticos

– estudo sobre a presença de infecções assintomáticas e sua importância na manutenção e disseminação do coronavírus a partir do monitoramento dos estudantes das moradias estudantis da USP, na cidade universitária

– análise de diferentes sistemas de cultura celular para isolamento, cultivo e plaqueamento de SARS-CoV-2

– desenvolvimento da plataforma de diagnóstico de baixo custo SARS-CoV-2 baseada na amplificação isotérmica mediada por loop de transcrição reversa

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Unidades que concentram outros estudos sobre diagnósticos:

– apoio ao diagnóstico pela técnica PCR: transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase (IFSC)

– diagnóstico molecular da covid-19 (FMVZ)

– desenvolvimento de teste rápido para detecção do coronavírus (ICB)

– produção de biossensores para diagnóstico rápido do coronavírus (IQSC)

– estudo comparativo sobre o diagnóstico da covid-19 em amostra de swab combinado nasal e oral e em amostra de fluido oral (saliva) (FO, FM)

– Desenvolvimento de testes sorológicos para a detecção de anticorpos da covid-19 (FM)

– criação da Rede USP para o diagnóstico da covid-19, com cinco centros voltados para a realização de testes de diagnóstico molecular (FM, FMRP, ICB, Plataforma Pasteur-USP, FMVZ, FOB, FZEA)

– validação de testes rápidos de diagnóstico (IB, IQ)

– diagnóstico da covid-19 por metabolômica e agregação plaquetária (FM)

– criação de sistema de detecção precoce de insuficiência respiratória por análise de áudio, usando técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina (FM, IME)

– produção de diferentes proteínas do vírus que serão usadas para o desenvolvimento de testes rápidos de detecção (ICB)

– estudo sobre a perda de olfato e paladar como sintomas de infecção pelo coronavírus (IQ, parceria Unifesp)

– estudo para diagnóstico e identificação de infectados através de diagnóstico por imagem com métodos de modelagem e análise estatística (FFCLRP)

–– análise de pacientes idosos, portadores de doenças crônicas que possuem mais marcadores de envelhecimento celular em relação a idosos sem diagnóstico de doenças (EACH)

– utilização de inteligência artificial para análise de imagens de raio X em pacientes com pneumonia para avaliar as diferenças em pacientes com covid-19 (FFCLRP)

– estudo da predição de antivirais para a covid-19 (FMVZ)

– detecção da presença do coronavírus na cavidade oral e em glândulas salivares maiores e menores (FO)

– interação do vírus SARS-CoV-2 com o receptor humano (IQ)

Vacina: riscos calculados

Uma das maneiras mais eficazes de controle e prevenção de doenças infecciosas, a vacina é uma necessidade urgente para contenção do vírus da covid-19. Como o conhecimento sobre o vírus ainda é limitado, os pesquisadores alertam para a necessidade de se seguir todos os rigores técnicos científicos antes de levar qualquer formulação para testes clínicos. Uma das medidas principais para elaboração de uma vacina eficaz e segura nesse momento de urgência é não usar o material genético do vírus na formulação, mesmo que seja atenuado ou inativado. Conheça algumas pesquisas da USP:

Um dos estudos em destaque para desenvolvimento da vacina para a covid-19 é feito numa parceria entre o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a Universidade de Berna, na Suíça.

Ele utiliza na elaboração da vacina as VLPs (do inglês, virus like particles) que são estruturas de múltiplas proteínas que carregam características de vírus, mas excluem sua capacidade de replicação, pois não contêm o genoma viral. As VLPs têm sido usadas com sucesso em humanos para o desenvolvimento de vacinas e evitam a utilização de patógenos atenuados ou inativados, o que comprometeria a segurança. A pesquisa tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp) e estimativa de conclusão até abril de 2023.

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Outras pesquisas investigam materiais de apoio ou ações que auxiliam na criação de uma vacina:

– produção de diferentes proteínas do vírus que serão usadas para o desenvolvimento de candidatos vacinais (ICB)

– ativação de resposta imune celular contra o vírus da covid-19, visando ao desenvolvimento de vacinas (ICB)

– desenvolvimento de vacina vetorizada para SARS-CoV2 baseada em genética reversa com o vírus NDV (FZEA)

Novos tratamentos:
dos testes à aprovação

Na emergência de saúde pública pela pandemia de coronavírus, a busca por um tratamento eficaz é objetivo de vários laboratórios da Universidade. Agilizar os processos que vão dos testes até a aprovação de medicamentos ou terapias é um pré-requisito para as pesquisas que, ao mesmo tempo, precisam de cuidado para que as abordagens propostas não atrapalhem ainda mais o combate à pandemia. As pesquisas vão de reposicionamento e descoberta de novos fármacos, passando pelo desenvolvimento de substâncias a partir de anticorpos, até análises de sintomas e processos inflamatórios.

Em um dos estudos, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a Universidade de Cornell, nos EUA, investiga a incidência e gravidade da covid-19 em pacientes que fazem uso contínuo de medicamentos antirretrovirais ou da hidroxicloroquina para o tratamento da infecção por HIV e de doenças autoimunes. Eles serão comparados às pessoas que não fazem uso de qualquer medicação com o objetivo de identificar estratégias de tratamento e prevenção contra o coronavírus.

As Faculdades de Ciências Farmacêuticas do campus de São Paulo e de Ribeirão Preto possuem várias pesquisas em destaque, algumas em parcerias:

– reposicionamento de fármacos para o coronavírus com abordagem de medicina de rede (FCF)

– aprimoramento de formulações para reposicionamento de fármaco anti-helmíntico com potencial atividade antiviral de amplo espectro (FCF)

– desenvolvimento e avaliação de anti-inflamatórios na forma de nanossuspensões nasais, utilizando bixina e pullulan para atingir os alvéolos de maneira mais eficiente (FCF)

– uso de metotrexato veiculado em nanopartículas que se ligam aos receptores de lipoproteína de densidade baixa (LDL) para tratamento de pacientes com síndrome de desconforto respiratório (FCF, HC FMUSP)

– estudos de inibidores da replicação viral do coronavírus por fármacos reposicionados em potencial e produtos naturais (FCFRP)

– estudo sobre a adaptação das ferramentas de bioinformática estrutural para estudos in silico de flavivirus para o coronavírus (FCFRP)

– estudo para descoberta de candidatos a fármacos para coronavírus (FCFRP, Unicamp, UFG)

– estudo do impacto de entidades moleculares na infecção por coronavírus (FCFRP, ICB, Fiocruz, Unicamp)

– produção de sistemas nanométricos para transporte de proteínas do vírus, produção de anticorpos mais específicos para detecção da doença e detecção de alta sensibilidade (IFSC, FFCLRP)

O Instituto de Ciências Biomédicas concentra vários estudos em busca de tratamentos:

– elaboração de plataforma de triagem fenotípica para reposicionamento de fármacos, descoberta de novas entidades químicas e validação de alvos para tratamento da covid-19

– estudo do uso de células-tronco mesenquimais no tratamento de casos graves da covid-19

– pesquisa sobre a mitigação dos efeitos do vírus Sars-CoV-2

– importância do estresse oxidativo como via para bloqueio de replicação do coronavírus

– desenvolvimento de modelo animal para covid-19

– avaliação do burst de Sars-CoV-2 em células humanas através de microscopia avançada

– análise da resposta imunológica de células humanas contra o vírus Sars-CoV-2

Atuação da Faculdade de Medicina, também em parcerias:

– utilização da N-acetilcisteína para o tratamento de síndrome respiratória aguda grave em pacientes com Covid-19 (FM)

– desenvolvimento de métodos sorológicos multiplex e anticorpos policlonais utilizando antígenos naturais de SARS-CoV-2 (FM)

– estudo de anticorpos monoclonais neutralizantes na prevenção da replicação do vírus e combate e tratamento das infecções pela covid-19 (HC FMUSP, George Washington University/EUA)

– produção de soro hiperimune a partir do plasma de pacientes recuperados da infecção por covid-19 (HC FMUSP)

– sequenciamento do genoma completo de isolados de SARS-CoV-2 obtidos de pacientes do Brasil em diferentes fases da epidemia e com diferentes graus de gravidade de sintomas e sua comparação para análise da presença de mudanças genéticas que possam indicar eventos de adaptação viral (Plataforma Pasteur-USP, HC FMUSP e Hospital Universitário)

Pesquisas em outras unidades:

– avaliação e síntese de novos derivados organo-calcogênicos na busca por tratamentos contra a covid-19 (IQ, ICB, Unifesp)

– estudo de reposicionamento de drogas por docking para selecionar possíveis fármacos que possam inibir a atividade da proteína do coronavírus (IQ)

– estudo sobre a perda do olfato como um sintoma inicial da covid-19 (IQ)

– desenvolvimento de rotas sintéticas para a produção local de fármacos com atividade antiviral para o tratamento da covid-19 (IFSC)

– análise das modificações em argilas brasileiras para obter nanossistemas de liberação controlada de fármacos que estão sendo testados no tratamento contra a covid-19 (Poli)

– análise da história genética do coronavírus no país através de sequenciamento realizado pela rede de especialistas Rede Vírus, com a iniciativa cahamada Corona-ômica BR (FZEA)

– estudo do processo inflamatório do tecido pulmonar na infecção pelo novo coronavírus (FORP)

– desenvolvimento de métodos analíticos por CLAE-EM (cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas) para identificação e quantificação de biomarcadores envolvidos no quadro inflamatório provocado pelo vírus (FMRP)

– pesquisa de anticorpos recombinantes com efeito neutralizante da infecção provocada pelo coronavírus ou como ferramenta de diagnóstico (FMRP, FCFRP, UnB, Fiocruz)

– pesquisas laboratoriais e desenvolvimento instrumental para protocolos de tratamento de infecções do trato respiratório por inativação fotodinâmica (IFSC, UFSCar)

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Simuladores, plataformas e algoritmos

O uso de recursos tecnológicos é essencial no combate à pandemia. Modelos de projeção de casos, dados de geolocalização, desenvolvimento de algoritmos e robôs autônomos são alguns dos estudos da Universidade que estão ajudando a monitorar casos e a prever cenários, além de atuar diretamente no auxílio aos profissionais da saúde e na tomada de decisões dos agentes públicos. Conheça os estudos em andamento:

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) tem realizado vários estudos usando ferramentas computacionais aplicadas à saúde pública. Uma das pesquisas, por exemplo, analisa dados de localização de celulares para avaliar a circulação de pessoas na cidade de São Paulo a partir do início da quarentena. Os resultados podem ajudar a melhorar as políticas de distanciamento social. Confira outros estudos da FCF:

– desenvolvimento de uma ferramenta computacional amigável para vigilância de epidemias e monitoramento dos casos no Brasil e na América Latina

– desenvolvimento da ferramenta SiPoS de localização de pacientes com covid-19, permitindo saber quais lugares passaram e quem poderá ter sido exposto ao vírus

– aplicação de métodos de aprendizado de máquina em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes com infecção por coronavírus para determinar quais sintomas melhor predizem a severidade da doença

– modelos de projeção de casos de pacientes infectados por covid-19

– estudos sobre os dados de início da covid-19 no Brasil para formar a história sobre os primeiros casos da doença

– análise do padrão de mobilidade urbana da população brasileira

– desenvolvimento de ferramenta computacional (BioProfile) com prontuário digital que permite o acompanhamento das ações durante o período de internação e no direcionamento das tomadas de decisões dos profissionais de saúde com maior eficiência

– desenvolvimento de ferramenta (StructRNAfinder) de comparação da estrutura secundária do RNA de vários coronavírus para entender as diferenças relacionadas ao coronavírus

A Escola de Artes, Ciências e Humanidades destaca três estudos:

– sistema computacional de suporte e análise de dados de psicoterapias de apoio aos profissionais de saúde do Hospital das Clínicas com relação à situação de pandemia

– desenvolvimento de plataforma digital de reabilitação para pessoas com deficiência física e cognitiva que permita a realização de exercícios de forma remota e o acompanhamento pela equipe de reabilitação

– desenvolvimento de simulações do modelo SIR para estudos sobre a covid-19, visando estabelecer estimativas sobre a dinâmica da pandemia e estimar números de leitos necessários

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) de São Carlos é outra importante fonte de pesquisas que usam a tecnologia contra a pandemia. Um exemplo é o protótipo de robô autônomo que pode dar suporte na distribuição de remédios e alimentos aos pacientes doentes em hospitais. Veja a seguir algumas pesquisas do ICMC:

– estudo da gestão de insumos hospitalares, considerando a taxa de ocupação e os níveis de estoques mínimos em hospitais com previsão de demanda, levando em consideração a pandemia de coronavírus

– adaptação do modelo SEIR universalmente usado para prospectar a propagação de epidemias, usando modelos probabilísticos e de inteligência artificial para inserir o grau de possibilidade de isolamento em relação à demografia brasileira

– desenvolvimento de testes de algoritmos que podem ser utilizado em reposicionamento de fármacos

– pesquisa com utilização de ciência de dados e aprendizado de máquina aplicados ao diagnóstico de covid-19 a partir de dados do espectro clínico de pacientes infectados

– desenvolvimento de aplicativo com reconhecimento e geração de mensagens de voz com chatbot para indicar a analfabetos funcionais qual o hospital mais próximo em que ele conseguirá atendimento mais rápido, com dados atualizados em tempo real

– estudos sobre a previsão da evolução dos casos positivos de covid-19, estimando onde e quando ocorrerão os picos de contaminação por município com mais de 200 mil habitantes

– desenvolvimento de modelos de aprendizado de máquina para aprender parâmetros da curva de contágio de outros países e ajustá-los ao cenário brasileiro por meio de recursos como mineração de dados

– modelagem da propagação do coronavírus por meio de redes complexas dinâmicas, de modo a verificar o efeito de diferentes políticas de prevenção no número de infectados

– desenvolvimento de sistema de informação para gestão integrada de leitos hospitalares e respiradores necessários aos pacientes mais graves de covid-19

Outras unidades com pesquisas em destaque:

– estudo sobre os principais fatores impulsionadores e restritivos para a adoção de tecnologias digitais no ensino, tanto no início quanto depois da crise do coronavírus (FEA)

– estimativa de parâmetros epidemiológicos, modelagem matemática e documentação da vivência da pandemia de covid-19 em periferias (FMVZ, FM, EACH, ECA, IEA)

– pesquisa sobre como a evolução do padrão de infecções e óbitos por covid-19 se relaciona com os diferentes padrões urbanos na cidade de São Paulo (IEA, FFLCH)

– modelagem da curva de casos de covid-19 com ferramentas estatísticas e matemáticas para informar o debate público e a gestão pública desenvolvidas pelo Observatório COVID-19 BRP (IB, UNESP, UNICAMP, UFABC, UnB, FIOCruz e várias universidades estrangeiras)

– análise com o uso de técnicas de ciência de dados e processamento de linguagem natural dos discursos nas redes sociais da população, gestores e imprensa sobre a covid-19 e suas implicações em saúde pública (Poli, FM)

– estudos de modelagem para análise da evolução da epidemia de covid-19 (FM)

– elaboração de simulador virtual 3D para orientar profissionais da saúde sobre o uso do ultrassom como ferramenta de pré-diagnóstico e apoio à intervenções clínicas em pacientes com coronavírus (FFCLRP, FMRP)

– pesquisa sobre populações vulneráveis e serviços ou recursos com espaços disponíveis para contribuir com o Sistema Único de Saúde no enfrentamento da epidemia (FFLCH, IEA)

– criação de modelo matemático sobre a evolução do número de casos de covid-19 para prever casos futuros da doença e ensinar a população a entender as previsões (IFSC)

– desenvolvimento de algoritmos para predição de morte nos pacientes com casos graves de covid-19 (ICB)

– análises espaciais para identificação de aglomerados espaço-temporais de casos notificados, casos suspeitos e óbitos (FFLCH, IEA)

– modelo preditivo de diagnóstico baseado em dados de vigilância para ajudar a combater a pandemia de coronavírus (FSP)

– estudo com estimativas dos infectados com a covid-19 no País com predições a cada 5 dias para o número de casos confirmados (Esalq)

– estudo do tempo para um país atingir o número de mil casos confirmados de covid-19 (Esalq)

– pesquisa de comparação das curvas de sobrevivência ao covid-19 por continentes, incluindo algumas variáveis explanatórias para melhor estuá-las (Esalq)

Condições pessoais:
novos arranjos

Vários estudos da Universidade investigam os efeitos da pandemia na organização social e nas condições de vida das pessoas e das cidades. A configuração dos ruídos urbanos com o distanciamento social, as novas formas de trabalho, mapeamentos sobre a mobilidade de pedestres e veículos, capacitação de pessoas para novas funções, geração de renda. São várias as frentes que distintas áreas do conhecimento investem para ajudar a combater à covid-19 e favorecer a construção de uma sociedade mais sustentável pós-pandemia.

A Escola de Artes, Ciências e Humanidades concentra boa parte dos estudos relacionados aos novos arranjos sociais:

– estudo para a capacitação de profissionais de diferentes áreas para atuar no combate ao coronavírus com aplicação do método científico para o desenvolvimento de novas tarefas, novos métodos e desenvolvimento de protocolos

– pesquisa sobre os efeitos da pandemia no estilo de vida de famílias do município de São Paulo, em indicadores socioeconômicos, de saúde, de lazer, e de relações sociais

– pesquisa sobre a produção de têxteis para a geração de renda entre pessoas em situação de vulnerabilidade social como forma de apoio às ações de combate ao novo coronavírus

– análise sobre tendências da abordagem da mídia esportiva e dos atletas frente à interrupção de suas atividades pela pandemia de covid-19

– análise de projetos de emenda à Constituição, decretos legislativos e leis ordinárias e complementares, que têm sido discutidos e aprovados no Parlamento, em condição de urgência, para regulamentar o estado de calamidade

– desenvolvimento de projeto para utilização de testes rápidos de detecção do coronavírus em amostras de água potável na cidade de São Paulo, em estações de tratamento de água para abastecimento humano e em estações de tratamento de esgotos

Pesquisas em outras unidades:

– estudo sobre recomendações de combate à covid-19 com base em mapeamentos das macrozonas e na cidade de São Paulo (IEA)

– investigação sobre como a pandemia afeta questões de saneamento e governança ambiental na macro metrópole para fornecer subsídios científicos aos gestores públicos e favorecer a construção de uma sociedade mais sustentável pós-pandemia (IEA)

– estudo sobre as condições de ruído urbano antes, durante e depois das medidas de distanciamento social em área central da cidade de São Paulo para avaliação dos efeitos da pandemia de covid-19 na redução da poluição sonora (FAU)

– pesquisa sobre a atuação e condições de trabalho dos profissionais de comunicação no contexto de pandemia do coronavírus (ECA)

– análise do aumento da pesquisa na temática sobre coronavírus, a distribuição geográfica e institucional de seus autores e a importância do acesso aberto a suas publicações (ECA)

– análise sobre os hospitais de campanha no auxílio ao sistema de saúde para combate à covid-19 e seus impactos sobre a cidade (IAU)

– estudo sobre a atuação por teletrabalho e os impactos psicológicos para os indivíduos que estão neste regime de atividade durante a pandemia (FFCLRP)

 

– pesquisa sobre o fluxo de pessoas em ambientes de trabalho com o objetivo de diminuir o risco de contaminação por doenças infectocontagiosas (Poli)

– desenvolvimento de modelos de mobilidade para análise de deslocamento de pessoas e prevenção de aglomerações (Poli)

– avaliação da responsividade à epidemia de coronavírus pelo setor odontológico incluindo instituições odontológicas acadêmicas, estudantes e clínicos em vários países (FO)

– elaboração de orientações gerais para diminuição da propagação do coronavírus entre trabalhadores de abatedouros (FMVZ)

– estudo sobre o comportamento do coronavírus em populações vulneráveis no município de São Paulo (FSP)

– desenvolvimento de estratégias de segurança no trabalho utilizadas por profissionais de saúde no cuidado a pacientes com a covid-19 (EERP)

– estudo dos discursos oficiais e corporativos sobre a participação de estudantes da área da saúde no enfrentamento à pandemia de coronavírus (EERP)

– análise de ações e percepções sobre a pandemia de covid-19 no âmbito da educação básica no sistema de ensino estadual de estado de São Paulo e sua relação com o setor saúde (EERP)

Equipamentos de proteção:
demandas urgentes

O desafio da proteção dos profissionais que estão na linha de frente de combate ao coronavírus, que também inclui o monitoramento da saúde mental, e a descontaminação de ambientes estão no horizonte das pesquisas da USP. Nesta categoria, grande parte dos estudos já saíu do papel e está abastecendo hospitais e profissionais de saúde.

Várias iniciativas com a participação da Escola Politécnica apresentam propostas de melhoria para materiais de proteção:

– desenvolvimento de máscaras seguras que possam ser produzidos em oficinas de costura com o uso de materiais alternativos (Projeto Respire!) (Poli, FM, IF, InovaUSP)

– elaboração de máscara de proteção de alto desempenho para uso de médicos intensivistas (Poli)

– produção de faceshields e tiaras para equipamentos de proteção destinados aos profissionais de saúde (Poli)

– produção emergencial de shields (protetores) para profissionais da área de saúde que atuam no enfrentamento da covid-19 (Poli, Inovalab)

– aplicação de prata coloidal na esterilização no ambiente hospitalar para mãos, máscaras e outros itens (Poli, FM)

– criação de robô entregador de exames laboratoriais e medicamentos (Poli)

– desenvolvimento de protótipo de máscara de proteção com possibilidade de reutilização, que seja de fácil acesso, baixo custo, e com maior poder de proteção (HC FMUSP, Poli, IPT, Fundacentro)

Em São Carlos, quatro pesquisas sobre equipamentos de proteção se destacam. Uma delas, do Instituto de Física, que resultou em equipamento que já está em uso em hospital, criou rodos que emitem radiação ultravioleta para a descontaminação de pisos, evitando a propagação do vírus através dos sapatos.

– produção de equipamentos de proteção individual para hospitais da cidade de São Carlos (EESC)

– impressão de suportes para viseiras (face shields) em impressora 3D para os profissionais de saúde (EESC)

– estudo da inativação microbiana com ozônio em máscaras de proteção individual para reciclagem (IFSC)

 

– monitoramento da saúde mental de colaboradores do complexo do HC por meio de uma plataforma online e atendimento telefônico para promoção de saúde, prevenção e tratamento das reações ao estresse e transtornos mentais (HC FMUSP)

– Desenvolvimento de plataforma virtual (EPISaúde) para profissionais de saúde sobre o uso correto de equipamentos de proteção individual – EPIs (ICB)

– desenvolvimento de antisséptico para superfícies e ambientes (IF, FCF, ICB)

– criação de protetor antiviral em spray para uso em têxteis hospitalares como vestuário e roupas de cama (EACH, FOB, FM)

– pesquisa para produção de têxteis funcionalizados com CuO (óxido de cobre) que exerçam função ação bactericida e antiviral em tecidos e não tecidos (EACH, FOB, UNI – Peru)

– testes de eficiência de máscaras e tecidos para confecção de equipamentos de proteção individual (IF)

– desenvolvimento de composto antimicrobiano com vanadato de prata nanoestruturado para controle de mycoplasma, bactérias e vírus de difícil controle (FORP)

 

Administração, economia
e disseminação do vírus

Os principais estudos que envolvem as áreas de administração e economia se relacionam aos impactos que as medidas para conter o avanço do coronavírus terá sobre os diversos setores. Desde a digitalização da administração pública com atividades em home office, os efeitos no orçamento de estados e municípios, a resiliência de comunidades fragilizadas, até a segurança na produção de alimentos são temas de investigação dos pesquisadores.

A Faculdade de Economia e Administração do campus de São Paulo e a de Ribeirão Preto desenvolvem vários estudos nesta categoria:

– desenvolvimento de um modelo de machine learning para diagnosticar a probabilidade de infecção por covid-19 (FEA)

– análise da curva de disseminação do coronavírus e estimativas sobre tempo para o pico de infecção/mortes (FM, FMRP, FSP, FEA, IME e FEA)

– construção de um modelo da disseminação espacial da covid-19 pelos municípios brasileiros (FM, FMRP, FSP, FEA, IME, FEA)

– estimativa dos impactos econômicos da paralisação de atividades, tanto vertical quanto horizontal, usando técnicas de matriz de insumo-produto (FEA)

– estudos para avaliação dos impactos econômicos no Brasil, no estado de São Paulo e em suas regiões a partir das medidas de controle adotadas para diminuição dos efeitos da covid-19 (FEA)

– pesquisa sobre os impactos econômicos da covid-19 sobre a cadeia de valor do setor de turismo no estado de São Paulo (FEA)

– desenvolvimento de um modelo acoplado saúde-economia para avaliação dos efeitos da pandemia no Brasil (FEA)

– avaliação dos impactos regionais da pandemia de coronavírus na Colômbia (FEA)

– análise dos padrões espaciais da contaminação por covid-19 usando técnicas de econometria espacial (FEA)

– avaliação de ações da administração pública em período de calamidade pela pandemia de covid-19 como em licitações públicas, transparência fiscal e de doações, ação governamental pelo relaxamento de regras fiscais, entre outros (FEARP)

Iniciativas de outras unidades:

– estudo da resiliência financeira, considerando medidas emergenciais e de contenção do coronavírus em regiões metropolitanas (EACH, FGV, UFPA, UFU, Unb, UFAM, UFSC, IEA)

– análise do espalhamento da epidemia no interior do país, por meio de dados de GPS de celular de uma empresa privada (IME)

– estudos nas áreas de ciência de dados e gestão sistêmica para combate ao covid-19, como foco na produção de alimentos seguros, ecologia e gestão de negócios (Esalq)

Qualidade do ar: novos olhares

O isolamento social, o fechamento do comércio e a diminuição da circulação de pessoas e automóveis trouxe um momento único para avaliação das condições de poluição nas grandes cidades. Ao mesmo tempo, a análise do ar nas cidades pode dar pistas sobre a propagação do coronavírus. Esses são alguns dos focos de pesquisa na Universidade de São Paulo.

Um desses estudos pretende entender como a poluição mais fina (material particulado) em São Paulo afeta a entrada do coronavírus em células humanas. Estão envolvidos o Instituto de Astronomia e Geofísica, Instituto de Biociências, Instituto de Ciências Biomédicas, Instituto de Física.

Já o Instituto de Química está realizando amostragens de material particulado atmosférico para estudar a qualidade do ar durante o período de quarentena. Serão determinados poluentes orgânicos e inorgânicos e as concentrações serão comparadas com as amostras de outros períodos.

O Instituto de Astronomia e Geofísica tem duas pesquisas em destaque sobre qualidade do ar. Uma delas analisa o impacto da qualidade do ar em relação aos poluentes atmosféricos na região metropolitana de São Paulo em decorrência do período de quarentena. A outra estuda a influência das condições ambientais no comportamento do coronavírus.

Os efeitos da quarentena sobre a qualidade do ar em São Paulo também é foco de estudo da Escola Politécnica, usando técnicas de aprendizado de máquina.

Outros estudos

– investigação na população em geral sobre os sentimentos e atitudes perante a pandemia e o período de isolamento (IP)

– efeitos da crise sobre os funcionários do Hospital das Clínicas da FMUSP que estão submetidos a diversos estressores no atendimento aos doentes da covid-19 (EACH)

– avaliação de agregação plaquetária e coagulação em pacientes com covid-19 (FM)

– monitoramento da saúde mental de crianças e adolescentes expostos à pandemia e ao isolamento social (FM)

– avaliação do impacto do possível aumento da inatividade física em parâmetros clínicos e laboratoriais (FM)

– pesquisa sobre a variabilidade clínica em pacientes com covid-19, com desenvolvimento de formas graves ou letais e formas leves ou assintomáticas (IB, Centro do Genoma)

– estudos com dados biológico obtidos de pacientes infectados com coronavírus e conhecimentos dos escapes dos mecanismos de defesa (IB, FCF, EPM, Unifesp)

– estudo clínico e fenomenológico de prevenção, orientação e terapêutica sobre suicídio em estudantes universitários (IP)

– avaliação sobre psicoterapias mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação (IP)

– ateliê de desenho de livre-expressão no contexto do suicídio: um diálogo com a fenomenologia da vida (IP)

– estudo das estratégias para redução de complicações e mortalidade durante a ventilação mecânica de pacientes com covid-19 nas UTIs do Hospital das Clínicas (HC FMUSP)

– pesquisa sobre a suspensão ou manutenção dos inibidores do sistema renina-angiotensina em pacientes infectados com coronavírus (HC FMUSP)

– estudo do perfil viral e inflamatório no miocárdio de pacientes infectados pelo SARS-CoV2 (HC FMUSP)

– avaliação sobre o perfil epidemiológico dos pacientes com insuficiência respiratória grave associada à infecção pelo coronavírus (HC FMUSP)

– pesquisa sobre a fragilidade e os desfechos  adversos em adultos de meia-Idade internados por covid-19 (HC FMUSP)

– avaliação de técnicas de sequenciamento genômico a dados epidemiológicos e de movimentação de pessoas para compreender a dispersão viral (HC FMUSP)

 

LEIA MAIS

– estudo transversal dos efeitos da infecção pelo coronavírus no sêmen humano e seus efeitos na fertilidade masculina (HC FMUSP)

– avaliação das complicações pulmonares tardias após infecção por coronavírus (HC FMUSP)

– análise por transcriptoma de amostras de tecido pulmonar, coletadas no período post mortem de pacientes com covid-19 fatal (HC FMUSP)

– avaliação da dinâmica de transmissão de SARS-CoV-2, utilizando dados de GPS do telefone celular de pacientes com esta infecção (HC FMUSP)

– estudo multicêntrico sobre transmissão nosocomial do vírus SARS-CoV-2 (HC FMUSP)

– implantação de sentinelas de síndrome gripal como resposta às medidas de distanciamento social para controle da pandemia de coronavírus (HC FMUSP, Unifesp)

– análise epidemiológica, clínica e imunológica de casos de SARS-CoV-2 na região metropolitana de São Paulo (Plataforma Pasteur-USP)

– análise de expressão de ACE2 em doenças associadas ao covid-19 severo (FCF)

– problemas respiratórios em crianças e a situação da covid-19 na família e comunidade (EERP, UFSC)

– desenvolvimento de um modelo animal de infecção e doença causada pelo SARS-CoV-2 (ICB)

– avaliação sobre a saúde mental dos brasileiros no isolamento e o nível de atividade física (EEFERP)

– contribuições da pesquisa-ação para o desenvolvimento de práticas profissionais em educação permanente em saúde e apoio institucional (EERP)

– estudo sobre a transição do cuidado do hospital para casa e a continuidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde (EERP)

– intervenções em saúde para o enfrentamento da covid-19 (EERP)

 

– conhecimento e os desafios das pessoas com deficiência em tempos de pandemia de covid-19 (EERP)

– avaliação sobre o reuso e reprocessamento da máscara N95 na pandemia de coronavírus (EERP)

– análise da capacidade instalada dos sistemas de saúde e da força de trabalho da enfermagem no enfrentamento da pandemia (EERP)

 impacto da tuberculose na covid-19 em populações vulneráveis no Brasil (EERP)

– sequenciamento de amostras de covid-19 (FM)

– desenvolvimento de testes de ELISA IgG para estudos epidemiológicos em doadores de sangue e profissionais de saúde (FM)

– vigilância sentinela como resposta às medidas de distanciamento social para controle da pandemia de SARS-CoV-2 (FM)

– comparação filogenética do SARS-CoV-2 com demais coronavírus de importância em saúde pública humana e animal (HRAC)

– avaliação na literatura on-line sobre estudos que descrevem relatos e experiências de espiritualidade na luta contra o covid -19 (EERP)

– preparação de profissionais para o cuidado a pessoas com fatores de risco para o comportamento suicida e transtorno de estresse pós-traumático (EERP)

– associação entre o uso de redes sociais e serviços de streaming, solidão e transtornos mentais comuns (EERP)

– estudo sobre o transtorno de estresse pós-traumático e fatores associados entre bombeiros (EERP)

– recomendações sobre boas práticas para prevenção do suicídio por meio dos ambientes virtuais (EERP)

– desenvolvimento e validação de material educativo sobre autolesão não suicida para profissionais da saúde (EERP)

– análise da relação entre hipertensão e covid-19 (EERP)

– redução de estresse baseado em mindfulness na prática clínica de enfermagem durante a pandemia da covid-19 (EERP)

– avaliação da dor psíquica em profissionais da linha de frente na assistência aos pacientes de covid-19 (EERP)

– estresse parental, necessidades e vulnerabilidades de crianças diante da situação da covid-19 (EERP, FEARP)

Siglas da USP utilizadas neste texto:

EACH – Escola de Artes, Ciências e Humanidades
ECA – Escola de Comunicações e Artes
EEFERP – Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto
EERP – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
EERP – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
EESC – Escola de Engenharia de São Carlos
Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
FCF – Faculdade de Ciências Farmacêuticas
FCFRP – Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto
FEA – Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária
FEARP – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto
FFCLRP – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
FFCLRP – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
FM – Faculdade de Medicina da USP

FMRP – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
FMVZ – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
FO – Faculdade De Odontologia
FOB – Faculdade de Odontologia de Bauru
FORP – Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
FSP – Faculdade de Saúde Pública
FZEA – Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos
HC FMUSP – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
HRAC – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais
IAU – Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos
IB – Instituto de Biociências
ICB – Instituto de Ciências Biomédicas
IEA – Instituto de Estudos Avançados
IF – Instituto de Física
IFSC – Instituto de Física de São Carlos
IME – Instituto de Matematica e Estatistica
IP – Instituto de Psicologia
IQ – Instituto de Química
IQSC – Instituto de Química de São Carlos
Poli – Escola Politécnica

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Texto e arte: Thais Helena Santos
Com informações da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP

 

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