(Português) Pandemia da COVID19: o que podemos fazer?

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Na terça-feira, 26 de maio, por volta de 18h, o instituto Casa da Cidade promoveu uma live sobre a “Pandemia da COVID-19: o que podemos fazer?”. O debate teve como convidados o Prof. Dr. Marcos Boulos da Faculdade de Medicina (FMUSP) e a Profa. Dra. Ana Estela Haddad da Faculdade de Odontologia (FOUSP). Para conduzir e mediar a discussão marcou presença o docente titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP), Nabil Bonduki.

Cada um dos integrantes se apresentou brevemente, introduzindo o assunto com a análise profissional. Primeiramente, foi a vez do professor Marcos Boulos, traçando um roteiro do vírus desde o primeiro caso na China, em novembro do ano passado, até os primeiros casos no Brasil somente um bom tempo depois, no mês de março. Posto isto, o médico analisou as questões de isolamento social e a possibilidade de lockdown no estado de São Paulo, ponderando a realidade econômica do país, em que a maioria da população necessita “trabalhar num dia para comer no outro”. Também discutiu as ações de sucesso implementadas como a obrigatoriedade do uso de máscaras em diversas situações, como em transporte público.

Num segundo momento, a professora Ana Estela teve oportunidade de discorrer sobre a pandemia, com foco específico em questões sócio-humanas. A cirurgiã-dentista comentou o desafio que os pais estão enfrentando com crianças na faixa da primeira infância (0 a 4 anos), tendo que ter toda uma atenção especial quanto a questão escolar e também de manter uma rotina saudável. Ainda, complementou, dando destaque para o aumento da violência doméstica de mulheres, idosos e crianças; desestabilizando completamente a família nesse duro período em que todos estão buscando manter a saúde mental.

Em seguida, descreveram o vírus à respeito da parte epidemiológica, ressaltando seu elevado potencial de disseminação e contágio, mas com baixa mortalidade.Os estudos de tratamento, vacina, mas também a possibilidade da imunidade natural da humanidade daqui um tempo.

Por causa das dificuldades impostas pelo cenário de pandemia, os atendimentos eletivos foram suspensos, visando diminuir aglomeração nos centros de saúde. Como alternativa, para ajudar os pacientes que necessitam de atendimento — afinal todas as outras enfermidades continuam coexistindo junto ao coronavírus —, a telessaúde surge como um meio para alguns casos. Todo esse caminho foi detalhado pela professora da FOUSP, com ênfase que o teleatendimento, a telemedicina, a teleodontologia, a teletriagem são meios novos que estão passando por regulamentação, e vão trazer um enorme benefício.

Outro ponto debatido foi a questão política e de polarização, pautada no ódio e na ignorância. Boulos externalizou sua indignação com a falta de confiança na pesquisa e no embasamento científico, como a discussão do uso da cloroquina como medicamento no tratamento para os doentes por coronavírus. O médico, especialista em  malária, explicou que a cloroquina é um medicamento usado para tratar casos de malária desde a Segunda Guerra, esboçando um paralelo com o tratamento de COVID-19.

Ao final, todos os presentes demonstraram a importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Em como o sistema foi sendo esquecido com o passar dos anos, ficando sucateado e com estrutura defasada. Enfatizando como esse cenário caótico pode ensinar todos como lidar de forma profissional e respeitosa com o SUS.

 

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