(Português) Aula discute o uso da saliva para diagnóstico do SARS-CoV-2

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Na última sexta-feira, 26 de junho, foi realizada uma aula e discussão sobre o “uso da saliva para diagnóstico do SARS-CoV-2”, promovida pela Liga Acadêmica de Estomatologia de Ribeirão Preto (LAERP), da Faculdade de Odontologia (FORP-USP). Através da plataforma do Google Meet, o Prof. Dr. Paulo Henrique Braz da Silva, do Departamento de Estomatologia da FOUSP, promoveu um encontro para explicar como a saliva pode ser útil nesse momento de pandemia.

Diferente de outras lives e vídeo-chamadas, essa contou com uma marca de interatividade muito maior. No primeiro momento, foi o professor Paulo Braz quem introduziu o assunto, explicando seus estudos e a forma que a saliva é utilizada em testes chamado de rápidos. Já em um segundo momento, abriu para perguntas e comentários de todos que estavam presentes, propondo uma discussão extremamente enriquecedora.

Foi abordada a forma mais barata, rápida e menos invasiva dos testes que utilizam a saliva para detectar a COVID-19, podendo até ser feita por uma auto-coleta, mediante instrução prévia. O professor também explicou como é importante ter o maior número de testes para ações de saúde pública efetivas, além de conseguir detectar a questão epidemiológica do vírus. Afinal, mesmo recuperado, muitas vezes pacientes continuam transmitindo a doença, e a saliva pode ser uma importante secreção para acompanhar a evolução de cada caso.

O docente também alertou sobre os diversos tipos de testes rápidos disponíveis no mercado, com alguns tendo taxa de assertividade abaixo de 35%. Outro ponto importante foi a cautela, visto que tudo é muito recente, há poucos estudos nessa linha, e ciência bem feita é algo que demanda tempo.

A questão biológica do vírus ainda é um mistério, não há entendimento pleno quanto a variação na replicação do novo coronavírus, de acordo com o período, considerando o mesmo dia. Além disso, já se sabe que o vírus pode estar alojado em diversas células do corpo humano, como vias aéreas e respiratórias, e também em glândulas salivares.

Ainda sobre os testes, há cuidados básicos para se ter uma testagem de qualidade, como uma quantidade significativa de saliva como amostragem, mantendo a mesma em baixa temperatura, evitando congelar e descongelar a amostra. Outro ponto é aconselhar o paciente não consumir nenhuma bebida ou alimento, nem escovar os dentes, 30 minutos antes da coleta.

O debate demonstrou a importância de continuar pesquisando e se informando, com o incentivo na ciência. Afinal, o objeto de estudo, a saliva, vai ajudar e muito quando for possível realizar a reabertura, de maneira responsável e gradativa, nas cidades brasileiras, aumentando o espectro de testagem da população.

Para entender um pouco mais sobre a saliva na odontologia, e seu uso para diagnóstico do SARS-CoV-2, acesse a reportagem na qual o Prof. Dr. Paulo Henrique Braz da Silva é entrevistado: http://www.fo.usp.br/?p=52331

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