(Português) FOUSP participa do debate sobre “COVID-19 e Saliva”

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Na segunda-feira, 6 de julho, o grupo de estudos em Patologia Oral, da Universidade Federal Fluminense (UFF), promoveu um debate sobre “COVID-19 e Saliva”. Desse modo, convidou o Prof. Dr. Paulo Henrique Braz da Silva, docente do Departamento de Estomatologia, para explicar as diversas minúcias que cercam a questão da saliva, como um potencial transmissor da doença, ou o uso da secreção em benefício, no combate ao novo coronavírus.

A aula começou com o docente introduzindo o assunto, com o risco que o cirurgião-dentista corre no exercício da profissão, estabelecendo um contato constante e muito próximo da saliva. Mas ponderou, principalmente destacando a quantidade de vírus que está presente na saliva, podendo ser um caminho para exames e métodos da tão esperada reabertura lenta e gradual.

Toda essa discussão foi extremamente enriquecedora, principalmente por ser uma oportunidade de aula diferente das demais. Todos os que estiveram presentes puderam interagir, perguntando e tirando todas as dúvidas.

Sobre o uso da saliva para exames, o Prof. Dr. Paulo Braz é cauteloso, detalhando ser um processo em desenvolvimento, com estudos recentes, além de muitos não estarem em fase final. Afinal, já há registros que a replicação do SARS-CoV-2 é um fator desconhecido em detalhes, variando até em períodos dentro do mesmo dia. Um segundo aspecto, ligado ao uso da secreção para exames mais baratos e rápidos, é a forma de coleta, cabe ao agente de saúde especializado ter todo o conhecimento adequado, e orientar o paciente, ao colher a amostra.

Uma dúvida que surgiu durante a aula, que foi motivo de polêmica e discussão no meio odontológico e científico, foi o uso de peróxido de hidrogênio (H2O2) como enxaguatório pré-procedimento. E o Prof. Dr. Paulo Braz foi taxativo ao negar qualquer eficácia no uso da substância na eliminação do novo coronavírus da boca. E foi além, explicando que mesmo que o bochecho tivesse o efeito desejado, logo em seguida já seria repovoado com vírus vindos das células hospedeiras.

Ainda sobre o uso para orientar a reabertura lenta e gradual, destacou as crianças inseridas nesse cenário. Desmentindo, o que muitos acham, que crianças se infectam menos ou são potencialmente menos transmissoras. Afinal, crianças estão em constante contato uma com a outra, é algo de difícil controle, ainda mais quando houver retorno em escolas e creches. E a saliva pode ser a solução para medir de forma rápida e barata constantemente a evolução da cadeia de contágio.

Ao fim, depois de todos os agradecimentos, foi ressaltada a importância desse tipo de aula e interação. Mantendo a discussão da odontologia ainda presente entre os profissionais da área, sempre exercitando as relações acadêmicas, mesmo que por vias digitais à distância.

 

 

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