(Português) Live discute: a pandemia em médio e longo prazo no Brasil, no mundo e a capacidade de respostas do SUS

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Na última segunda-feira, dia 03 de agosto, o Observatório Iberoamericano de Políticas Públicas em Saúde Bucal promoveu uma discussão sobre “a pandemia em médio e longo prazo no Brasil, no mundo e a capacidade de respostas do SUS”. Para isso foi transmitida live  com presença do Prof. Dr. Paulo Saldiva,  da Faculdade de Medicina da USP, médico patologista, com pesquisas na área de fisiopatologia pulmonar e poluição atmosférica; e do cirurgião-dentista e patologista Dr. Bruno Fernandes Matuck, formado pela FOUSP. Além de três mediadores: o Prof. Dr. Gilberto Pucca Junior, da Universidade de Brasília (UnB), ex-coordenador de saúde bucal e membro do observatório; a Profa. Dra. Fernanda Campos de Almeida Carrer e o Prof. Dr. Fausto Medeiros Mendes, ambos da FOUSP.

O professor Saldiva iniciou a discussão explicando pouco a pouco as questões gerais que cercam uma pandemia. Posteriormente traçou um paralelo entre o momento atual de pandemia do novo coronavírus com outras durante a história da humanidade. Em como cada uma delas mudou drasticamente a sociedade de alguma forma. Doenças como a cólera, gripe espanhola, peste bubônica entre outras, fizeram desenvolver questões de higiene e saneamento básico, o advento da vacina, descoberta de medicamentos e demais métodos de saúde e medicina.

Em um segundo momento os convidados — Dr. Saldiva e Dr. Matuck — abordaram como as doenças virais são potencialmente capazes de causar uma pandemia. Afinal, o período que certas enfermidades são preocupações mundiais estão aparecendo cada vez em espaço de tempo menor. Só nos últimos anos tivemos um surto de SARS em 2002, Ebola em 2014 e H1N1 em 2009, fora outras com menor impacto. Segundo o médico Paulo Saldiva há estudos que apontavam: “os vírus seriam mais preocupantes no futuro do que guerras e bombas atômicas”.

A aula seguiu com perguntas enviadas pelos internautas que acompanhavam a transmissão da live, e eram replicadas pelos mediadores — Dr. Gilberto Pucca Junior, Dra. Fernanda Campos de Almeida Carrer e o Prof. Dr. Fausto Medeiros Mendes. E os convidados continuaram explicando como os vírus têm esse alcance atual. Isso é possível pelo fato do tamanho da nossa população atual, no contato cada vez mais próximo com animais, consequentemente tendo contato com outras doenças. Ainda mais, há um fator principal que é a capacidade do vírus de ser um parasita intracelular obrigatório, se replicando facilmente e sendo transportado para todo o mundo de maneira muito mais rápida do que nunca. Afinal, o mundo deixou de ter reais fronteiras, com uma globalização tremenda e uma conexão física enorme, através da malha aérea hoje disponível.

Mais para o fim da live, que teve duração de uma hora e meia, a conversa focou em discutir soluções de como lidar com doenças virais e a pandemia. Abordando algumas vacinas para imunização contra o SARS-CoV-2 que estão em fase final de teste. Ponderando que há dúvidas a serem respondidas, como o acesso a essa vacina quando pronta, se vai ser amplamente distribuída, diminuindo assimetrias, não considerando as que detém maior poder aquisitivo.

Por último, a questão sobre um sistema de saúde amplo e acessível para todos, com parâmetros mundiais devem ser pensados para o futuro. Como também as pesquisas e o investimento em ciência deve ser algo contínuo e não apenas em momentos extremos de crise. “A necessidade gera criatividade, como já vimos diversas vezes na história. Mas o correto é manter os investimentos em ciência de forma ininterrupta, com centros que desenvolvem vacinas sempre tendo aporte”, finalizou o Prof. Dr. Paulo Saldiva.

 

Para conferir toda a discussão sobre “a pandemia em médio e longo prazo no Brasil, no mundo e a capacidade de respostas do SUS”, clique abaixo:

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