(Português) Live discute a importância do cuidado com a infância em meio a pandemia

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A Fundação Perseu Abramo organizou na noite de quinta-feira, 26 de agosto, uma live para debater sobre “Infância, pandemias e COVID-19”. Entre os convidados da área da saúde, cada um em sua função, estão: o Dr. Fernando Barros, médico epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Pelotas (UFPel); o Dr. Paulo Saldiva, médico patologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); o Dr. Sulivan Mota, médico pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC); e a Profa. Dra. Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

A palavra inicial foi da professora da FOUSP, que destacou a importância dos primeiros mil dias de vida de uma criança, contextualizando como a pandemia atinge também a infância, não apenas os idosos, como é tão conhecido e divulgado. Além da questão da saúde, há preocupação com aprendizado e desenvolvimento mental e cognitivo nessa faixa etária da vida, em como as interações são relevantes para o desenvolvimento cerebral. Outro ponto é a violência, fator que é preocupante pelo aumento da violência doméstica, atingindo diretamente a saúde emocional que está em formação, em como o estresse tóxico prejudica o desenvolvimento saudável.

Posteriormente, foi apresentado um estudo sobre a prevalência de anticorpos em 133 cidades ao redor do Brasil no meses de maio, junho e julho, buscando medir o número de pessoas que já teve contato com o vírus e se recuperou. Por meio do estudo, é possível aferir que a maioria das cidades com um grau de 10% de prevalência, considerando uma taxa elevada, estão na região norte do país, e em 5% no nordeste. Também perceberam que não há diferença considerável de prevalência entre homens e mulheres, mas avaliando uma questão ética foi maior entre pretos, pardos e os indígenas não aldeados, em comparação aos brancos. Entre o parâmetro socioeconômico a prevalência cresceu entre os mais pobres com o passar dos meses, algo esperado, por serem os mais afetados. Considerando a faixa etária, apresentaram prevalência semelhante de anticorpos em relação aos adolescentes e adultos jovens, mas passaram no último mês de análise.

Esses estudos, como o apresentado durante a live, são importantes para tomadas de decisões, traçando estratégias para frear a disseminação do vírus através de políticas públicas de saúde. Contudo, o Dr. Fernando Barros fez questão de ponderar, dizendo que a crise que enfrentamos no Brasil é extremamente dinâmica, com alteração rápida nas regiões brasileiras mais afetados pelo coronavírus. Por isso, a quarta fase do estudo, neste mês de agosto, vai ser importante para uma análise mais próxima da realidade atual. Ao fim, o professor Fernando Barros foi categórico ao afirmar que o Brasil está longe de atingir a chamada “imunidade de rebanho”.

O debate continuou ao discutir o caso da volta de crianças para as escolas, se o Brasil já está no momento adequado, se o país está preparado para conceder todas as condições, com foco na segurança, além do debate da contaminação dos familiares de todas essas crianças em idade escolar. Nesse sentido, foi feito um estudo na cidade de São Paulo com uma análise socioeconômica comparativa, destacando os contrastes, para medir os números de mortes por SARS-CoV-2 de pessoas com 20 anos ou menos. É a discrepância entre as mortes dos mais ricos e os mais pobres é evidente, ou seja, a morte de crianças é uma prerrogativa da periferia nos grandes centros, afirmou o médico Paulo Saldiva.

Ao fim, o pediatra Sulivan Mota destacou a importância na atenção às crianças neste presente momento, principalmente as que estão inseridas em um contexto de vulnerabilidade social. Por isso, há programas e instituições disponíveis para auxiliar as famílias e as crianças quanto a inúmeros fatores. Como alimentação, estímulos para desenvolvimento cerebral e motor, brincadeiras restritas ao meio domiciliar, mantendo o distanciamento entre as crianças e o aprendizado, ensino escolar.


Para conferir na íntegra a live sobre “Infância, pandemias e COVID-19”, acesse: 

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