(Português) Interligas inovando na edição 2020

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Na última segunda-feira, 14 de setembro, teve início o Interligas, evento totalmente online organizado pela Gestão Combinação do Centro Acadêmico XXV de Janeiro. Visando aprofundar diversos temas de extrema relevância para a odontologia, o CA se propôs a oferecer duas palestras por dia, durante quatro dias seguidos, de segunda-feira à quinta-feira (14 à 17 de setembro). Com o valor simbólico de R$ 15,00 para formados e R$ 10,00 para estudantes — com possibilidade de isenção de taxa mediante vulnerabilidade social —, o inscrito recebe o link de cada uma das palestras em seu e-mail, direcionando diretamente para a transmissão.

A primeira decidiu buscar responder a pergunta: “Existe correlação entre bruxismo e falhas na reabilitação por implantes?”. Organizada pelo CA, em parceria com a Liga Interdisciplinar de Dor Orofacial (LID), e também com a presença da Liga Interdisciplinar de Implantodontia (LII) da USP. Para abrir o evento às 14h, o convidado foi o Prof. Dr. Marcos Venturini, graduado pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) e com especialização em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial pela Unifesp.

No início o professor apresentou um panorama sobre os pacientes envolvidos com a temática de bruxismo e implantes. Afinal, a implantodontia ainda é um campo com grande apelo, com muitos pacientes em tratamento, e o segundo fator, o bruxismo, há pelo menos 30 milhões de brasileiros que sofrem com essa causa, segundo reportagem de 2017 da Rádio USP. Por isso, antes de pensar na parte de reabilitação protética com implante, é necessário que o cirurgião-dentista consiga ter um olhar apurado para realizar um diagnóstico preciso de bruxismo do paciente.

Nessa linha de um diagnóstico adequado, o profissional precisa saber o que é bruxismo. Por isso, Marcos Venturini fez questão de definir bruxismo: “ato de apertar, ranger ou comprimir os músculos sem a compressão dos dentes, podendo ser feito durante o dia (bruxismo em vigília) ou à noite (bruxismo do sono)”. Seguindo a explicação, o bruxismo do sono está relacionado com o Sistema Nervoso Central (SNC), com alteração bioquímica que provoca o estresse, enquanto o em vigília é um ato comportamental. Além dessas duas primeiras categorias, há uma terceira, o bruxismo secundário, relacionada a fatores externos como abuso de medicamentos (antidepressivos e estimulantes), refluxo gastrointestinal.

Por conta das diferenças em cada caso e cada paciente, a forma correta de intervenção depende de uma análise precisa. Observando as consequências do bruxismo, como a dor, com a sensibilização periférica, cronificação da dor e alteração da sensibilidade do SNC, com incômodo na face. Além de características de sobrecarga, com aumento da carga sobre elementos dentais, e fratura dos mesmos, podendo também apresentar desgaste dentário.

Perante essa perspectiva, com inúmeros elementos envolvidos, a cirurgia de aplicação do implante precisa ser extremamente bem planejada, considerando a especificidade que existe entorno do tratamento desse paciente. Tomando o devido cuidado com o desenho anatômico compatível, ajuste oclusal, o tamanho de abertura de boca, além da atenção quanto a manutenção periódica dessa prótese, com controle desse ajuste oclusal, utilização de placas evitando desgaste.

 

A segunda palestra do dia

Por volta de 18h, no início da noite, ainda dentro do primeiro dia do evento Interligas, organizado pelo CA, foi momento da Liga Interdisciplinar de Odontologia do Esporte (LIOE) e da Liga de Inovação, Tecnologia e Saúde (LITS) se unirem para promoverem a segunda palestra do dia: “Tecnologia aplicada à protetores bucais”. Para isso, tivemos a ilustre presença da Profa. Nathalie Mikellides, formada em prótese bucal desde 1992, docente no Curso de Especialização em Odontologia do Esporte na Leopoldo Mandic e responsável pelos protetores bucais da equipe Corinthians MMA, e muitos atletas olímpicos e Ultimate Fighting Championship (UFC).

Esse tipo ação da envolvendo inovação e odontologia do esporte é algo muito recente, como conta Nathalie Mikellides. A protética explicou que seu trabalho foi sendo reconhecido, ganhando forma e tamanho lentamente, atendendo a necessidade de alguns atletas brasileiros, que passaram por um processo de entendimento da importância do protetor bucal durante a prática esportiva.

Em seguida, apresentou quatro modelos de protetores bucais: tipo I que é um protetor pré-fabricado, encontrado em lojas de material esportivo, não se modelando ou tendo ajuste; tipo II também presente nas prateleiras de lojas esportivas, chamado de termoplástico, confeccionado ao ser colocado em água quente, seguida de mordida na modelagem, com péssima adaptação e fina espessura na região oclusal; já o tipo III é confeccionado em equipamento à vácuo, com uma única camada de EVA; e por fim, o tipo IV entra na classificação de um protetor bucal laminado, com diversas camadas de EVA, dissipando o impacto.

Durante toda a palestra Nathalie Mikellides fez questão de destacar a importância do uso e os benefícios na segurança da prática do esporte. Contudo, não basta usar qualquer tipo de protetor, sendo necessário o envolvimento de um profissional especializado e com uma empresa de confiança, que confecciona um produto de ponta, com qualidade e adaptação adequada.

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