(Português) Último dia de Interligas

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O último dia de palestras do Interligas aconteceu na quinta-feira, 17 de setembro, fechando o ciclo de quatro dias seguidos abordando assuntos relevantes da odontologia, e incentivando a discussão de temas no meio universitário em diversas frentes. Para a primeira palestra do dia tivemos a união do Centro Acadêmico XXV de Janeiro com a Curaprox, trazendo “O papel da odontologia na pandemia pela COVID-19”. O convidado foi o Prof. Dr. Mauricio Rufaiel Matson, mestre em clínica integrada pela FOUSP, doutor em dentística também pela FOUSP, e implantodontista pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) de São Bernardo do Campo.

O protocolo de biossegurança na odontologia sempre foi um preceito estudado e amplamente divulgado, ensinado nas faculdades. Afinal, a odontologia é a área que mais se preocupou com a biossegurança, antes mesmo da pandemia, visto o uso frequente de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) — luva, máscara, óculos de proteção, gorro e avental cirúrgico — durante tratamento. Evidente, que há modificações quando doenças como a COVID-19 ganham destaque na preocupação com a saúde, como foi nos anos de surto do HIV. Contudo, a odontologia sempre se baseou em preceitos científicos de epidemiologia para guiar diretrizes de biossegurança.

As mudanças que a odontologia fez foi mais relacionada ao que está fora da sala de atendimento, com respeito ao distanciamento social, evitando aglomerações na sala de espera, e seguindo demais diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO) para o convívio mútuo em estabelecimentos. Em como realizar pagamento, agendamento de horário com questionário de saúde prévio, uso de máscara por todos os presentes, entre outras. Já os cuidados com higiene, limpeza de bancadas, esterilização de material e descarte de materiais como luvas, foram pontos que já eram seguidos pela odontologia.

 

Segunda Palestra do Dia

A última palestra do interligas teve foco na “Odontologia Digital aplicada à Prótese Bucomaxilofacial”, tratando como as recentes tecnologias digitais surgiram com o objetivo de aprimorar os processos e resultados na odontologia. E em como o uso de tecnologia 3D é cada vez mais promissor, aprimorando a qualidade na reabilitação de pacientes com perdas estruturais. Para a palestra a Liga Interdisciplinar de Odontologia Digital (LIOD) e a Liga Interdisciplinar de Neoplasias Bucais (LINB) convidaram a Profa. Dra. Roberta Targa Stramandinoli Zaniccotti, com graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mestre e especialista em estomatologia também pela UFPR e doutora em oncologia pela USP.

A pauta de fluxo digital em odontologia abrange várias frentes dentro da odontologia (implantodontia, cirurgia bucomaxilofacial e a prótese bucomaxilofacial), perante a crescente busca por diagnósticos mais precisos e tratamentos menos agressivos. Dessa forma, a tecnologia de biomodelo 3D surge como uma ferramenta auxiliar que ajuda a simplificar casos casos considerados de maior complexidade, minimizando assim o tempo cirúrgico e os longos períodos de recuperação pós-operatória.

A professora apresentou pontos relevantes do uso da tecnologia, como: planejamentos virtuais cirúrgicos, impressão de biomodelos e guias cirúrgicos, treinamento prévio no protótipo ou biomodelo para cirurgias reconstrutivas, planejamento virtual de próteses faciais, espelhamento de partes mutiladas, criação de banco de imagens e modelos 3D de elementos de cabeça e pescoço, impressão em diferentes materiais.

A convidada fez questão de abordar a questão psicológica de pacientes oncológicos mutilados, com as próteses bucomaxilofaciais. Afinal, é de extrema importância restaurar a função do órgão perdido, com o cuidado na proteção dos tecidos sujeitos à contaminação e infecção. Contudo, a reintegração na sociedade, estando novamente próximo aos seus, apresentam um impacto gritante na qualidade de vida desses pacientes.

 

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