(Português) Liga Interdisciplinar de Anatomia Odontológica (LAO) promove a I Jornada Acadêmica

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A Liga Interdisciplinar de Anatomia Odontológica (LAO) da FOUSP deu início a I Jornada Acadêmica, organizando quatro palestras divididas em dois dias de evento, através de um formato totalmente digital.

O primeiro encontro do evento teve início às 14h, de segunda-feira, 05 de outubro, abordando uma importante pauta em “como ter sucesso no atendimento odontológico às crianças?”. Para isso, a LAO convidou a Profa. Dra. Thelma Renata Parada Simão, graduada em odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo, com especialização em Odontopediatria e em Formação de Professores para o Ensino, e Mestrado e Doutorado em Anatomia.

A professora iniciou a palestra demonstrando que o diferencial do odontopediatra está no saber lidar com a criança no momento do atendimento, adquirindo confiança deste paciente, para que seja possível realizar o tratamento adequado. Afinal, muitos profissionais de odontologia sabem com perfeição a parte técnica, obtendo êxito no tratamento. Contudo, a que custo o cirurgião-dentista consegue sucesso no atender crianças?

A questão da vocação e paixão com a odontopediatria é um ponto relativo, visto que muitos profissionais não identificam de logo de cara algo semelhante, podendo acontecer apenas depois de terminar a graduação. Por isso, o importante é o profissional se capacitar tanto na parte técnica, quanto no trabalho lúdico com a criança.

Para auxiliar aos alunos de graduação que estão em formação primeira a professora Thelma Renata Parada Simão enumerou certos preceitos essenciais para um atendimento de qualidade. A primeira ação é uma anamnese precisa, sabendo como o responsável pelo paciente chegou até o cirurgião-dentista, como uma indicação de outro profissional (cirurgião-dentista, médico) ou apenas por conta da fachada do consultório. Tendo como foco principal qual a primeira queixa e preocupação dos pais, colocando como prioridade e resolvendo tal questão, demonstrando o cuidado que o profissional apresenta com essa criança.

Em seguida, o preenchimento da ficha do paciente, com dados básicos, como nome, idade da criança, nome dos pais e a profissão. Outra questão é uma análise do histórico odontológico, se já teve alguma cárie, lesões de boca e dente, passou por algum outro profissional anteriormente. E também um histórico médico, se há alguma doença crônica ou procedimento anterior.

Mais um ponto de extrema importância está relacionada a higiene bucal da criança, como é feita e por quem, pelos pais ou pelo próprio paciente. Relacionado aos hábitos alimentares da criança e também da família, como toda a dinâmica de cuidados envolvidos, ensinando, mas procurando entender as dificuldades que cada um dos pais enfrentam, de acordo com cada realidade.

A professora terminou sua palestra respondendo questionamentos e dúvidas de todos os alunos, e demais interessados, que acompanharam a palestra “como ter sucesso no atendimento odontológico às crianças?”, organizada pela Liga Interdisciplinar de Anatomia Odontológica (LAO).

Segunda Palestra do Dia

Para a aula de 18h a LAO convidou a Profa. Dra. Andressa Costa Pereira, que leciona na disciplina de anatomia geral, na anatomia de cabeça e pescoço e na de teleodontologia na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A cirurgiã-dentista focou sua discussão sobre a “tecnologia e anatomia para os alunos do século XXI”, em palestra transmitida pelo canal da Liga, marcando o segundo momento de mais um tema de relevância para odontologia, pela I Jornada Acadêmica.

A questão do conflito de gerações, com as diferenças entre as visões, dos professores e dos alunos foi um dos pontos de importância no debate proposto pela professora Andressa Costa Pereira. Afinal, há uma necessidade de empatia de ambas as partes, para uma troca de aprendizado e conhecimento entre os mais experientes e os mais jovens, enriquecendo essa relação.

Perante sua experiência profissional, como professora de anatomia e também da disciplina de teleodontologia, Andressa Costa Pereira demonstra como o ensino ideal é o híbrido, relacionando aulas presenciais em laboratório unidas as plataformas digitais, com parâmetros de acessibilidade, apresentando maior relevância de aprendizado. Ainda mais, considerando o contexto atual de pandemia, no qual há uma limitação em atividades e aulas de modo presencial, não sendo possível realização em sua totalidade.

Com um recorte do que o professor representa e do que já representou, como uma fonte de conhecimento, há uma alteração nesta dinâmica. Posto que mesmo em parâmetros acadêmicos, em uma aula laboratorial presencial de anatomia, atualmente professores não são o único meio de aprendizado, obviamente sem retirar seu imenso valor. Contudo, o aluno é o protagonista hoje, podendo escolher quais alternativas apresentam maior resultado do conteúdo estudado.

Toda essa nova dinâmica retira o monopólio do conhecimento das mãos de um único mestre. Deste modo, o professor, atualmente deve desenvolver uma capacidade diferencial de empatia, se colocando no lugar do aluno, para fornecer meios diversos para este indivíduo que está buscando conhecimento. Afinal, no contexto atual, não há apenas um meio de ensino, com a tradicional lousa para escrita, o falar em frente aos alunos, e uma enormidade de textos para a leitura, como meio funcional para todos.

Ainda perante a perspectiva de empatia, cabe aos alunos compreenderem os desafios e dificuldade que professores de gerações anteriores passam. Visto os tantos exemplos que tivemos durante essa pandemia, com professores mais velhos que não apresentavam intimidade qualquer com a tecnologia e meios inovadores de ensino.

 

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