(Português) Prosa Pedagógica: experiências em cursos que utilizam evidência científica no SUS

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O Observatório Iberoamericano de Políticas Públicas em Saúde Pública transmitiu, na última quarta-feira, 14 de outubro, uma live da edição Prosa Pedagógica, quadro que levanta discussões relevantes para o odontologia no contexto atual. Para essa imersão foi escolhido um assunto principal da ciência e tecnologia em saúde e o uso de evidências científicas para tomadas de decisões, dividido em dois subtemas, tendo como entrevistadores e condutores a Profa. Dra. Maria Ercília de Araújo e o Prof. Dr. Claudio Mendes Pannuti, ambos da FOUSP.

O primeiro segmento está relacionado ao “Relato de Experiência do Curso de Políticas Públicas Informadas por Evidências”, tendo como convidadas as professoras: Aline Arcanjo Gomes, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Aurelina Aguiar de Lima, da Evidence-Informed Policy Network (EvipNet), traduzida como Rede para Políticas Informadas por Evidências; e Mariana Gabriel, da FOUSP e da Universidade Mogi das Cruzes (UMC). A segunda subdivisão está conectada ao “Relato de Experiência do Curso de Especialização em Saúde da Família, da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde, associada à Universidade Federal de São Paulo (UNA-SUS/Unifesp)”, nas palavras das professoras Maristela Fratucci e Julie Silvia Martins.

Inicialmente foi apresentada a EvipNet, como iniciativa desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2004, chegando ao Brasil em 2007. A rede tem objetivo primeiro estabelecer uma rede colaborativa para fomentar e apoiar o desenvolvimento de políticas informadas por evidências científicas. E uma forma é a capacitação através de curso de três anos, formando especialistas para resolver problemas prioritários no SUS, ao aliar-se com movimentos nacionais e internacionais de valorização do uso de evidências nas tomadas de decisões em saúde.

O projeto do curso alcançou âmbito nacional, com sedes nas cinco regiões brasileiras, e em sua primeira edição ofereceu 320 vagas de especialização, emitindo 232 certificados que resultou em 72,5% de êxito. Na segundo edição houve uma expansão, contemplando novamente norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste, com o diferencial de maior número de sedes e com abertura de 500 vagas, tendo formado 366 especialistas, que corresponde a 73,2%. Já na terceira edição, com encerramento programado para novembro deste ano, é esperado formar entre 390 e 400 alunos, sendo que houve 480 inscritos em 2018.

Sobre a metodologia, o curso segue uma linha construtivista, de ordem ativa, com encontros presenciais mensais em três dias e atividades complementares à distância. Com a elaboração de sínteses de evidência, realização de diálogos deliberativos e formulação de planos de ação, sempre orientados por problemas prioritários de gestão de política de saúde, definidos por região, utilizando ferramentas Support associada ao planejamento estratégico nacional. Por fim, com avaliação de resultados e impactos das ações implementadas em suas fases iniciais, seguida de orientação e monitoramento dos planos de ação.

Um relato mais pessoal veio de Mariana Gabriel, da FOUSP: “como aluna do curso uma das coisas mais legais que percebi foi a possibilidade de trabalhar com pessoas diferentes. Eu entrei como pesquisadora, mas dentro do meu grupo tinham outros perfis, como gestores municipais, gestores hospitalares, gestores de unidades básicas de saúde. Então, era uma equipe muito diversa, aprendendo a ver o problema de diferentes olhares, sendo muito enriquecedor para a discussão”.

A segunda experiência detalhada foi em relação ao Curso de Especialização em Saúde da Família, que também é uma iniciativa do governo federal, através da UNA-SUS/Unifesp. Sobre a forma que foi estruturado o texto, Julie Silvia Martins conta que no início os assuntos estavam muito desconexos e fragmentados, surgindo inúmeras dúvidas. Por isso, a solução foi abordar casos complexos da realidade para ser discutida em diferentes perspectivas, escrevendo sobre para haver um suporte teórico.

Em primeiro, o foco foi a capacitação dos profissionais que que já trabalhavam na atenção primária e no programa de saúde da família, representando uma demanda considerável, e exigindo também muitos tutores para administrar as aulas. E uma alternativa encontrada pelo Ministério da Saúde foi o método de Ensino à Distância (EAD), algo hoje tão em alta, mas que na época de estruturação, por volta de 2012, era um tremendo desafio.

Mesmo sendo uma novidade, com suas barreiras naturais por conta de limitações técnicas de internet e plataforma da época, o projeto apresentava vantagens extremamente enriquecedoras. Afinal, esse meio possibilitava a integração, e troca de conhecimento, de pessoas que estavam localizadas em diferentes estados e regiões, além de cada um estar inserido em uma realidade. Essa disparidade tornou a discussão muito mais plural por parte dos profissionais, com análises ímpares.

Perante o método, cada aluno desenvolvia projetos utilizando a teoria das aulas, mas inserindo na sua própria realidade, com ações de intervenções. Acompanhando a evolução, com os acertos e erros, no decorrer das aulas, capacitando os alunos, mas também deixando um trabalho que dê suporte ao sistema de saúde da comunidade.

Ao final, os convidados abriram a discussão para responder questionamentos e dúvidas de todos que acompanharam a palestra no YouTube.

 

Para acompanhar na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=avuNACRx1Fw

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