(Português) 3ª Semana de Conscientização: Saúde e Sexualidade da Mulher

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Para a última palestra da 3ª Semana de Conscientização, a Gestão Combinação 2020, do Centro Acadêmico XXV de Janeiro, convidou Rafaela Venansi, estudante de obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e doula desde os 15 anos. A palestra, que ocorreu quinta-feira, 15 de outubro, apresentou a temática da “Saúde e Sexualidade da Mulher”, buscando informar um pouco mais as próprias mulheres sobre seu corpo e tirar possíveis dúvidas.

A estudante iniciou sua palestra explicando conceitos básicos, como a morfologia do órgão sexual feminino, com seus nomes científicos e populares, e onde estão localizadas cada parte, com os cuidados necessários quantos a higiene e demais complicações com doenças, ciclo menstrual e qualquer desconforto. Afinal, segundo Rafaela Venansi, as mulheres devem se empoderar ao ponto de ter a capacidade de se conhecer, se tocando, sabendo o que representa cada alteração no próprio corpo, obviamente sempre com um suporte profissional de uma médica ou obstetra regularmente.

Ainda no sentido de difundir conhecimento para as mulheres que acompanhavam a discussão, Rafaela Venansi detalhou como corrimento é uma secreção natural as mulheres e que há uma alteração em seu aspecto e volume. Outro ponto abordado foram as mamas, e em como cada mulher apresenta sua particularidade, sendo recomendado que elas se toquem, para se conhecerem, mas o autoexame não é uma prática indicada. Afinal, ao longo da vida as mamas podem sofrerem alterações, com aparições de nódulos e caroços, podendo indicar câncer de mama, mas ao mesmo tempo pode ser que não represente nenhum risco à saúde. Por isso, de 50 aos 69 anos, a mulher deve procurar a cada dois anos um especialista para uma análise precisa, seja por mamografia ou ultrassom.

Perante a sexualidade, Rafaela Venansi acredita que as mulheres devem ser livres para explorar diversas formas de prazer, e podem começar se tocando e se conhecendo, tudo de acordo com as próprias vontades, sem pressão, mas naturalidade no próprio tempo. Ainda, contextualizou como o conceito de preliminares têm origem machista por reforçar que o objetivo final do sexo é a penetração e não o prazer de todos que estão envolvidos, de forma, inclusive, a deslegitimar o sexo lésbico. Além disso, há uma questão quanto ao abuso sexual, visto que paira uma falsa jstificativa considerando a não penetração, com apenas outras formas de sexo, como o oral, de modo que estes casos não deveriam serem classificados como abuso.

Sobre segurança na hora do sexo, a palestrante explicou como hoje as mulheres podem escolher dentre diversos métodos contraceptivos e formas de proteção contra Doenças Sexualmente Transmitíveis (DSTs). Para a estudante de obstetrícia, o melhor método é o que você mulher se sente mais confortável e segura, seja pílula, DIU, preservativo, entre outros, mas o principal é discutir com o profissional capacitado, pesquisando muito, até encontrar o que funciona para cada uma.

Ao fim, antes de abrir para discussão e dúvidas, Rafaela Venansi destacou a importância da realização de exames periódicos, conhecidos como testes sorológicos, que contemplam HIV, sífilis e hepatite B e C. Ressaltando que não há problema algumas mulheres terem diversos parceiros ou parceiras, mas o importante é se protegerem e estarem regularmente realizando testes e exames.

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