(Português) Aula Aberta da Pós-Graduação discute Divulgação Científica para o Público não Especializado

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Pensando na forma que a odontologia lida com a produção científica no Brasil, o Prof. Dr. Paulo Henrique Braz da Silva, da FOUSP, percebeu que mesmo pulsante e com extrema qualidade o acesso ao público geral é ínfimo. Afinal, o cientista escreve artigos e publicações para os seus similares, não quebrando a lógica de uma linguagem técnica e nada acessível. Desta forma, o professor estruturou uma parceria entre a FOUSP, a Universidade Federal Paraná (UFPR) e a Rede com Ciência — conjunto de jornalistas especializados em publicações de reportagens científicas — uma disciplina de pós-graduação discutir a temática.

Os esforços em conjunto estruturam a disciplina “Divulgação dos Achados Científicos em Saúde: Popularização da Ciência como Estratégia de Disseminação de Conhecimentos Acadêmicos para o Público não Especializado”. E como marco a primeira aula foi transmitida no canal da pós-graduação da UFPR no YouTube, contando com as presenças ilustres: do Prof. Dr. Sylvio Cannuto, Pró-Reitor de Pesquisa da USP; e do Prof. Dr. André Rodacki, Coordenador de Pós-Graduação da UFPR. Ambos destacaram o simbolismo desta aula aberta em 15 de outubro, dia no qual é comemorado o Dia dos Professores. Ainda perante a mesma perspectiva, foi pontuado como cientistas, professores e jornalistas eram profissões desacreditadas e que no momento de crise que vivemos, por conta da pandemia do novo coronavírus, voltarem a serem respeitadas e com o devido valor.

A primeira aula contou com a presença de diversos jornalistas, e profissionais da comunicação, que fazem parte da Rede com Ciência, como palestrantes: André Biernath, presidente da associação especializada em reportagens científicas; Moura Leite Netto, vice-presidente; Roxana Tabakman, Mirtes Bogéa; e Juliane Duarte.

O destaque foi para a responsabilidade de todos em transmitir com responsabilidade o conhecimento científico, sempre fugindo do sensacionalismo, dando o devido peso para cada particularidade da pesquisa e do texto, mas sem exageros. Nessa linha, assim como o pesquisador, o jornalista deve respeitar os fatos, admitindo que não sabemos tudo, e que a ciência está em constante mudança, podendo em hora “ser” e no momento seguinte “não ser”.

E o momento no qual vivemos, com a crescente relevância das redes sociais — decidindo inclusive eleições presidenciais ao redor do mundo —, é de essencial importância não se posicionar. Não podemos nos omitir, temos que divulgar de forma responsável textos e informações embasadas, não permitindo ao obscurantismo reinar. Afinal, o número crescente de negacionistas que ganharam voz no Brasil é fator a se considerar, com absurdos. Como teorias disparo térias da Terra ser plana, pessoas contrárias à vacinação, e até uma inversão bizarra de lógica: utilização de remédios sem comprovação científica alguma, como a famosa hidroxicloroquina e a ivermectina, no tratamento da COVID-19.

Perante o cenário de pandemia, alguns nomes do meio científico ganharam destaque na mídia hegemônica, chegando ao público geral. Como o caso do biólogo Atila Iamarino e o médico Drauzio Varella, que utilizavam de conhecimento científico, mas com o diferencial de uma linguagem acessível, facilitando o entendimento, e democratizando a informação.

Ao fim, após a palestra, foi aberto momento de debate com perguntas de quem acompanhava a aula. Uma das pautas debatidas que tiveram relevância foi a questão de mea culpa por parte de cientistas e jornalistas, que não facilitam a chegada da informação para o público geral. Muito pelo contrário, de forma extremamente elitista mantinha apenas o conhecimento entre seus pares, com uma linguagem técnica e em meios de comunicação que não chega a toda a população brasileira. Este é um, dentre tantos, os pontos que a disciplina, organizada pelo professor Paulo Henrique Braz da Silva, deve debater em suas aulas.

 

Para acessar ao conteúdo da aula aberta na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=2Mts-A91OM

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