(Português) Artigo publicado pela FOUSP muda entendimento da ANVISA

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Um artigo recentemente publicado pela Profa. Dra. Karem Lopez Ortega (docente do Departamento de Estomatologia), Bruna Rech (aluna de mestrado), Giovanna El Hage (aluna de especialização em OPNE, Profa. Dra. Camila de Barros Gallo (docente do Departamento de Estomatologia), Prof. Dr. Mário Perez Sayans (docente da Universidade de Santiago de Compostela – Espanha) e pelo Prof. Dr. Paulo Henrique Braz da Silva (docente do Departamento de Estomatologia) mostrou a completa falta de evidência científica no uso de bochechos de peróxido de hidrogênio com finalidade virucida, mudando assim o entendimento da ANVISA sobre a indicação dessa substância frente à COVID-19.

K.L. Ortega, B.O. Rech, G.L.C. El Haje, C.B. Gallo, M. Pérez-Sayáns, P.H. Braz-Silva

artigo: Do hydrogen peroxide mouthwashes have a virucidal effect. A systematic review.

nota modificada: ANVISA – nota tecnica 27 10 2020

Esta publicação e a mudança na Nota Técnica da ANVISA são consequência de um trabalho que vem acontecendo desde o início da pandemia de COVID-19, na busca da compreensão do comportamento do SARS-COV-2 em fluidos orais.

No início da pandemia, algumas publicações recomendavam a utilização de peróxido de hidrogênio para bochecho (1%) e na desinfecção de superfícies (0,5%). A elaboração de protocolos de atendimento odontológico no período da pandemia, no Brasil e no mundo, foi baseada nesses artigos.

A falta de evidência científicas para essas indicações chamou a atenção do grupo de pesquisadores, uma vez que nenhuma das duas formulações tem capacidade virucida, os CDs estariam potencialmente mais expostos ao vírus já que ao utilizarem essas substâncias sentir-se-iam mais protegidos da contaminação pelo SARS-CoV-2 e acreditariam que seus equipamentos estariam desinfectados. Os primeiros alertas foram publicados nas revistas Clinical Oral Investigations e Oral Diseases, contando também com a colaboração da Dra. Juliana Franco (HCFMUSP), Profa. Dra. Alessandra Rodrigues de Camargo (UFSC), Prof. Dr. Antonio Mano Azul (Universidade Católica Viseu – Portugal) e o Prof. Dr. André Ferreira Costa (UNICSUL)
Baseados nessas 3 publicações, diversos protocolos de biossegurança no País foram alterados, incluindo o do CROSP, ABENO, AMIB/CFO, SOBEP, da Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina, Associação Brasileira de hematologia e Hemoterapia, entre outros.

Como o grupo de pesquisadores é internacional, há uma expectativa de mudança nesse entendimento também em outros países.

 

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