(Português) II Jornada da Liga Interdisciplinar de Dor Orofacial

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A II Jornada da Liga Interdisciplinar de Dor Orofacial (LID) da FOUSP está programada para acontecer em três dias — de 27 a 29 de outubro —, com duas palestras por dia, umas às 14h e ou às 19h. O intuito do evento é aprofundar e discutir a odontologia, acompanhando os exímios convidados para as seis palestras.

 

Primeira Palestra do Dia

A abertura ficou por conta da Profa. Dra. Andréa Lusvarghi Witzel, coordenadora responsável da Liga de Dor Orofacial, docente da Disciplina de Estomatologia Clínica. A palestrante abordou o tema “Diagnóstico Diferencial da DTM como Guia da Escolha Terapêutica”

A professora fez questão de apresentar como funciona a LID para todos que acompanhavam, e destacando como a organização da Liga faz 10 anos neste ano. Sendo um meio de certa independência dos alunos, que podem integrar a Liga a partir do 2°ano da graduação, através a supervisão de um professor responsável, que aplica atividades tantos teóricas como atendimento clínico. Evidência científica para o tratamento e prevenção é o caminho primeiro para o planejamento de uma medida terapêutica dentro da odontologia. Para isso, segundo a professora, o profissional deve estar sempre se atualizando, aberto para ouvir que o método que ele está utilizando não é o mais eficaz, e com humildade se capacitar cada vez mais.

O paciente quando chega até o consultório com dor existem uma infinidade de possibilidades que expliquem essa dor, podendo ou não ser uma questão odontológica. Contudo, há possibilidade que seja apenas um reflexo de outras doenças, como: aneurisma, tumor, câncer em borda de língua, sinusite, disco deslocado. Complicações completamente diferentes, mas que podem causar desconfortos semelhantes.

Para que o diagnóstico seja o mais preciso possível, o profissional deve conhecer os tipos de dores e reflexos que indicam cada doença e demais complicações odontológica. Evidentemente, a experiência é um grande diferencial neste momento, mas o estudo científico também é de extrema importância. Além da discussão de casos com outro profissional, buscando uma segunda opinião. Por fim, a Profa. Dra. Andréa Lusvarghi Witzel abriu o debate para discussão, respondendo as dúvidas que surgiram no decorrer da aula.

 

Segunda Palestra do Dia

A responsável pela palestra “Evidências Atuais sobre Bruxismo em Odontopediatria” foi a Profa. Dra. Adriana de Oliveira Lira, com Pós-Doutorado em Patologia, e Doutorado em Ciências Odontológicas, ambas pela FOUSP, e Mestrado em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp.

Primeiramente, para a professora há uma sequência de estratégia, dividida em três passos: o diagnóstico do bruxismo, sabendo qual o tipo que o paciente apresenta; em segundo, controlar os fatores associados e que eventualmente estão agravando ou determinando a situação; e por último, a proteção das estruturas dentoalveolares.

O diagnóstico passa por uma observação entre as diferenças noturnas e diurnas, no momento no qual a criança está dormindo e outro no qual está acordada. Afinal, há diversos fatores que influenciam o bruxismo, e são alterados durante o sono, como o fator hormonal. A origem também é um ponto de extrema relevância para entender essa parafunção, visto que há casos que não identificamos as influências, causas externas (primário); e pacientes que começaram a desenvolver a partir de forças externas (secundário). Entre as crianças, o bruxismo infantil chega numa prevalência de cerca de 37% no caso do bruxismo de vigília — quando não se está dormindo — e de 40% no caso do bruxismo do sono.

Há uma questão genética envolvida nos casos de bruxismo, mas focando mais em fatores ambientais, crianças com complicações alérgicas e asmáticas, com obstruções das vias aéreas superiores, tendem mais a desenvolver o bruxismo do que as que não têm tal fator. Outro aspecto de importância é a apnéia do sono, causando complicações quanto ao bruxismo tanto em adultos como crianças.

Ao fim, assim como na palestra anterior, a Profa. Dra. Adriana de Oliveira Lira respondeu alguns questionamentos e dúvidas de quem acompanhou a live.

 

Texto: Gabriel Cillo

 

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